AEK Atenas punido com dois jogos à porta fechada pela UEFA

O AEK Atenas, dos futebolistas portugueses Hélder Lopes e André Simões, foi hoje punido com dois jogos à porta fechada na próxima época em que esteja nas provas europeias, devido a incidente num jogo da 'Champions'.

"Ordenar que o clube jogue à porta fechada os seus dois próximos jogos em competições da UEFA como anfitrião", foi a decisão do Comité de Controlo, Ética e Disciplina do organismo.

Em causa estão várias infrações na receção ao Ajax, em 27 de novembro, no Grupo E da Liga dos Campeões, o mesmo do Benfica, em que a UEFA aponta aos gregos o "lançamento de objetos", "pirotecnia", "invasão de campo", "distúrbios no público", entre outras.

A UEFA multou também o AEK Atenas em 80.000 euros e aplicou ainda uma pena de exclusão de um ano das competições europeias, mas com uma pena suspensa das competições europeias por um período de dois anos.

O AEK, que perdeu o jogo com o Ajax por 2-0, terminou o grupo na última posição, sem qualquer ponto. Bayern Munique e Ajax apuraram-se para os oitavos de final da Liga dos Campeões, enquanto o Benfica foi terceiro e relegado para a Liga Europa.

Exclusivos

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Os deuses das moscas

Com a idade, tendemos a olhar para o passado em jeito de balanço; mas, curiosamente, arrependemo-nos sobretudo do que não fizemos nem vamos já a tempo de fazer. Cá em casa, tentamos, mesmo assim, combater o vazio mostrando um ao outro o que foi a nossa vida antes de estarmos juntos e revisitando os lugares que nos marcaram. Já fomos, por exemplo, a Macieira de Cambra em busca de uma rapariga com quem o Manel dançara um Verão inteiro (e encontrámo-la, mas era tudo menos uma rapariga); e, mais recentemente, por causa de um casamento no Gerês, fizemos um desvio para eu ir ver o hotel das termas onde ele passava férias com os avós quando era adolescente. Ainda hoje o Manel me fala com saudade daqueles julhos pachorrentos, entre passeios ao rio Homem e jogos de cartas numa varanda larga onde as senhoras inventavam napperons e mexericos, enquanto os maridos, de barrigas fartas de tripas e francesinhas no ano inteiro, tratavam dos intestinos com as águas milagrosas de Caldelas. Nas redondezas, havia, ao que parece, uma imensidão de campos; e, por causa das vacas que ali pastavam, os hóspedes não conseguiam dar descanso aos mata-moscas, ameaçados pelas ferradelas das danadas que, não bastando zumbirem irritantemente, ainda tinham o hábito de pousar onde se sabe.