Ação judicial pode atrasar regresso de universidade da 3.ª idade ao antigo espaço em Lisboa

Lisboa, 24 abr 2019 (Lusa) -- O regresso da Universidade Internacional para a Terceira Idade (UITI) à Rua das Flores em Lisboa no próximo ano letivo pode estar comprometido, na sequência de uma providência cautelar interposta pelos bombeiros, anunciou hoje o vereador do Urbanismo.

Em abril de 2017, a universidade suspendeu as aulas por questões de segurança, até ser encontrado um novo espaço ou a Câmara de Lisboa, proprietária do edifício, onde também funcionam os Bombeiros Voluntários de Lisboa, permitir a realização de obras.

O município sugeriu à instituição quatro possíveis alternativas, na Alta de Lisboa, junto à estação ferroviária de São Domingos de Benfica, na Avenida das Forças Armadas e na Rua Maria Andrade, tendo sido este último o escolhido pela direção da UITI.

Respondendo à vereadora do CDS-PP Conceição Zagalo, que questionou a câmara municipal sobre esta providência cautelar, o responsável pela pasta do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), disse que, neste momento, as obras estão a decorrer com constrangimentos.

Salgado explicou que "falta fazer a consolidação estrutural do edifício", acrescentando que "a câmara não pode fazer obra naqueles espaços enquanto não for decidida a providência cautelar".

Por isso, apesar de a câmara se ter comprometido junto da direção da universidade que as aulas poderiam regressar em setembro às antigas instalações, o vereador do Urbanismo notou que nessa data "pode acontecer o espaço estar pronto a ser utilizado, mas o edifício não estar consolidado".

À margem da sessão, Manuel Salgado afirmou à Lusa que o espaço da Praça das Flores "já deveria ter sido liberto pelos bombeiros, mas ainda não foi".

"Nós andámos a insistir com os bombeiros para libertarem o espaço, porque é preciso entrar lá a empresa que já está contratada para fazer a consolidação estrutural e os bombeiros não só não saíram como meteram uma providência cautelar", reiterou o autarca, acrescentando que a câmara já contestou a providência.

A universidade ocupava, até meados de 2017, o rés-do-chão e o 1.º andar do prédio número 85 da Rua das Flores.

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