14 civis mortos em bombardeamentos das tropas do regime na Síria

Catorze civis foram mortos hoje em bombardeamentos realizados pelas tropas do regime na Síria, de acordo com organizações não governamentais locais.

Entre as vítimas estão dois socorristas, que seguiam numa ambulância, na aldeia de Maaret al-Noman, referiu o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

"A ambulância foi deliberadamente visada", confirmou Fuad Issa, da organização não governamental Benefsej, à qual pertence o veículo. A fonte referiu ainda que a mulher que seguia na ambulância para receber cuidados também morreu.

Um fotojornalista da agência francesa AFP descreveu, quando chegou ao local, um socorrista ferido a ser transportado pelos colegas e uma ambulância completamente destruída.

Na zona de Idlib, alvo de bombardeamentos mortíferos desde finais de abril, sete crianças foram mortas, de acordo com o Observatório.

As forças leais ao poder sírio e os combatentes islâmicos do Hayat Tahrir al-Cham têm-se confrontado na região de Idlib, onde vivem três milhões de pessoas e onde, em setembro de 2018, no quadro de um acordo entre a Turquia e a Rússia, se decidiu criar uma "zona desmilitarizada", com o objetivo de evitar uma ofensiva de envergadura por parte do regime sírio.

Como os combatentes do Hayat Tahrir al-Cham se recusam a retirar da "zona desmilitarizada", o acordo nunca foi aplicado na sua totalidade.

Nos últimos dois dias, contabilizou-se uma centena de mortos na região, dois terços dos quais combatentes, de acordo com o Observatório.

"Os confrontos prosseguem", confirmou à AFP o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman.

O regime sírio, apoiado pela Rússia, intensificou, em finais de abril, os bombardeamentos na região de Idlib e nas províncias adjacentes de Alepo, Hama e Lataquia, territórios dominados pelo Hayat Tahrir al-Cham, ex-braço sírio da rede terrorista Al-Qaida.

Segundo o Observatório, mais de 400 civis foram mortos nos confrontos desde finais de abril.

Desencadeada em 2011, a guerra na Síria já fez mais de 370 mil mortos e vários milhões de deslocados.

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