Governo moçambicano, ENI e Anadarko assinam quinta-feira contrato sobre terminal marítimo de gás

O Governo moçambicano e as multinacionais italiana ENI e Anadarko assinam esta quinta-feira, em Maputo, o contrato de concessão do Terminal Marítimo de Gás Natural Liquefeito (GNL) das Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, norte de Moçambique.

Um comunicado distribuído hoje em Maputo indica que o contrato será assinado pela ministra dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Lectícia Klemens e por Fábio Castiglion, da Eni East Africa, e John Bretz, pela Anadarko Moçambique.

"O ato surge na sequência da aprovação pelo Conselho de Ministros e publicação dos Decretos n.º 36/2017 e n.º 37/2017, ambos de 21 de julho, que aprovam os termos e condições dos Contratos de Concessão da instalação de descarga de materiais e do Terminal Marítimo de GNL", refere a nota de imprensa.

O Terminal Marítimo de GNL, das Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, será construído na Ponta Afungi, baia de Tungue, distrito de Palma na província de Cabo Delgado.

Ainda na mesma ocasião, Lectícia Klemens vai assinar licenças especiais relacionadas com os projetos de desenvolvimento de gás natural pela ENI e Anadarko com os ministros da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, das Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane, e dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita.

A ENI lidera um consórcio, incluindo a Galp, que vai desenvolver um projeto de produção de GNL em plataforma marítima na concessão da Área 1 da Bacia do Rovuma, enquanto a Anadarko é concessionária, também em consórcio da Área 4, na mesma região.

Os dois consórcios identificaram reservas de gás natural que ascendem a 200 biliões de pés cúbicos na Bacia do Rovuma.

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