Governo moçambicano aprova parceria entre consórcio da ENI e Anadarko

O Governo moçambicano aprovou hoje um acordo de parceria entre os consórcios liderados pela Eni/Exxon Mobil (Área 4) e Anadarko (Área 1) para extração de gás na bacia do Rovuma, norte do país, anunciou o executivo.

"Com esta resolução, o Conselho de Ministros validou o acordo celebrado entre as duas concessionárias, tendo em conta a necessidade de promover o desenvolvimento em regime de parceria de operações conjuntas", declarou Ana Comoana, porta-voz do Conselho de Ministros.

Cada consórcio vai ter os seus furos no fundo do mar para sugar o gás das jazidas subterrâneas e as suas fábrica de liquefação de gás, mas o acordo prevê que, quando o combustível estiver pronto a ser exportado, siga através de infraestruturas comuns para os navios cargueiros.

Essas infraestruturas são o Terminal Marítimo de Gás Natural Liquefeito (TMLNG) e a Estrutura de Descarga de Materiais, mais conhecida pela designação inglesa de Material Offloading Facility (MOF).

"A vantagem da validação deste acordo é que se poderá maximizar a eficiência técnica e tecnológica das operações a serem desenvolvidas", além de permitir "a racionalização dos custos de operação", acrescentou Ana Comoana.

O acordo de parceria foi aprovado no mesmo dia em que o executivo aprovou o plano de desenvolvimento da exploração da zona Mamba da Área 4, que prevê a extração de 15 milhões de toneladas de gás natural líquido por ano a partir de 2024/25 pelo consórcio Mozambique Rovuma Venture (MRV), liderado pela Eni e Exxon Mobil e no qual participa a Galp.

A decisão final de investimento (DFI) está prevista para o segundo semestre deste ano.

A exploração na Área 01, liderada pela Anadarko, deve arrancar sensivelmente na mesma altura e a cerimónia de DFI está agendada para 18 de junho, em Maputo.

Exclusivos