Galp e EDP pressionam PSI20 que segue inalterado

Lisboa, 24 abr 2019 (Lusa) - A bolsa de Lisboa segue hoje a negociar inalterada, após a abertura em baixa, com a Galp e a EDP a pressionarem as negociações e entre uma Europa que segue negativa.

Pelas 08:50, a bolsa de Lisboa seguia com o principal índice inalterado nos 5.372,96 pontos, com 12 ações em alta e quatro em baixa e duas inalteradas.

Os CTT e a Mota-Engil eram as empresas que mais subiam, avançando 2,51% para 2,77 euros e 1,77% para 2,41 euros.

O BCP e a Jerónimo Martins puxavam pelos ganhos do índice lisboeta, com as ações a avançarem 0,48% e 0,47% para 0,25 euros e 13,90 euros.

Do lado das perdas, o destaque era da Galp e da EDP que seguiam em queda, a pressionarem as negociações, com descidas de 0,94% e 0,79% para 14,82 euros e 3,39 euros.

Na terça-feira após o fecho do mercado, a EDP anunciou que através da EDP Renováveis chegou a um acordo para a venda da sua participação acionista relativa a um portfólio de tecnologia eólica 'onshore'.

A EDP Renováveis, que avançava, 0,34% para 8,73 euros, divulgou também os seus dados operacionais do primeiro trimestre de 2019. Durante este período, a produção de energia renovável desceu 4% em termos anuais para 8.412 GWH. Os resultados serão publicados no dia 08 de maio.

Segundo os analistas do BPI, os investidores estarão hoje de olhos postos na assembleia-geral da EDP, sendo um dos pontos da ordem dos trabalhos os acionistas terem de se pronunciar sobre a alteração dos estatutos da sociedade para acabar com a limitação dos direitos de voto a 25% do capital.

A introdução deste ponto na assembleia anual de acionistas foi proposta pelo fundo Elliott, que detém mais de 2% do capital da EDP, que refere que, "caso a deliberação não obtenha uma maioria qualificada de dois terços dos acionistas presentes na assembleia-geral anual de 24 de abril de 2019, o limite de voto permanecerá em vigor".

A CTG, que detém atualmente 23,27% da EDP, impôs como uma das condições para o sucesso da sua Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a elétrica a desblindagem dos votos, pelo que a assembleia-geral de hoje será decisiva para o futuro da operação.

Lisboa negoceia entre uma Europa negativa, com os investidores a aguardarem pela divulgação de resultados relativos ao primeiro trimestre do ano.

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