Futebol: Taça / Vitória de Guimarães -- Benfica (declarações)

Declarações dos treinadores do Vitória de Guimarães e do Benfica, após o jogo dos quartos de final da Taça de Portugal de futebol, disputado em Guimarães, que terminou com um triunfo das 'águias', por 1-0:

Luís Castro (treinador do Vitória de Guimarães): "[Houve] domínio total do jogo na segunda parte. Depois do domínio do Benfica nos primeiros 15 minutos, começou a haver um equilíbrio e terminámos a primeira parte por cima do jogo. O [Alexandre] Guedes, sozinho com o Svilar, roda e atira ao lado. Depois, houve um crescimento da equipa ao longo da segunda parte.

Para se ter oportunidades de golo, é preciso que o adversário as deixe criar. Não houve um grande volume ofensivo do Benfica [na segunda parte], porque privilegiou a defesa. Isso prejudica a equipa que ataca. É por aí que eu justifico a nossa dificuldade em levar a bola ao último terço. Mas as oportunidades que criámos eram suficientes para outro resultado.

Os jogos vão sempre definir-se pela eficácia. O Benfica não fez um único remate na segunda parte, mas já tinha feito um golo. A eficácia vai ser sempre isso. Deveríamos ter, nas situações de golo, feito melhor. Quando termina um jogo destes, o que posso dizer é que perdemos, mas temos equipa.

(Sobre a ausência de Tozé, castigado) Só fazem falta os que estão. Ao nível do jogo, houve várias fases [táticas]. Houve momentos em que estivemos em 4x3x3, outros em 4x4x2. Os jogadores estiveram comprometidos com todas as dinâmicas, mas não introduzimos a bola onde queríamos.

Há esse sentimento [de objetivo falhado] quando somos eliminados e temos objetivo. Este é claramente um objetivo não cumprido na época 2018/19. É um objetivo não cumprido perante uma equipa forte, em que mostrámos condições para seguir em frente. O Vitória mostrou o que queria do jogo. No balanço da época, haverá claramente dois objetivos falhados: a Taça de Portugal e a Taça da Liga.

No próximo jogo [com o Benfica, na sexta-feira], quero emendar o resultado de hoje.

O que eu vou alterar em termos estratégicos ainda tenho de analisar bem. Estivemos sempre bem posicionados em campo, tirando a entrada forte [do Benfica], com o João Félix e o Seferovic a pressionarem."

Bruno Lage (treinador do Benfica): "O fundamental foi marcar o golo. É uma vitória justa, principalmente pelo que fizemos na primeira parte. Fomos superiores nesse período. A maneira como obtivemos o golo, com posse de bola, aproveitando todos os espaços que o adversário nos deu mostra isso. No momento certo, o João Félix apareceu nas costas do segundo central [Osorio] e fez um golo fantástico.

Na segunda parte, [o jogo foi mais] repartido, com menos capacidade em ter posse de bola, e houve a resposta de uma grande equipa, de um grande treinador [Luís Castro], que foi mudando o seu sistema de jogo. Nos últimos 10 minutos, estávamos a perder um pouco o controlo, mas fechámos o espaço ao adversário. A entrada do Gedson foi fundamental, pela frescura [que garantiu] ao transporte de jogo.

Rio Ave, Santa Clara e Guimarães apresentam organizações diferentes e estamos neste caminho de tentar criar uma identidade num sistema diferente. Queremos ser pressionantes e ter mais bola, mas temos de nos adaptar às circunstâncias estratégicas do jogo.

São apenas 10 dias enquanto treinador. Estou a conhecer os jogadores. Ele [João Félix] passou por várias posições. Ele apareceu [à frente], no sistema de 4x4x2 e terminou a jogar na ala, como fazia antigamente. É um grande talento, com capacidade para se afirmar no futebol nacional e internacional. Pode evoluir.

O que nos preocupa agora é recuperar os jogadores e preparar o jogo seguinte com o [Vitória de] Guimarães.

(As taças podem ser prioritárias face ao campeonato?) [Penso] jogo a jogo. Preparar jogo a jogo. [Pensando] jogo a jogo, temos a capacidade de sermos mais organizados e de vencer."

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