Festival em Évora "rende" tributo ao jazz que "apaixona multidões"

Concertos, palestras, 'workshops' e uma exposição de fotografia preenchem o programa da 2.ª edição do Évora Jazz Fest, um festival dedicado a este género musical e que decorre, entre sexta-feira e domingo, nesta cidade alentejana.

O evento cultural é promovido pela Câmara de Évora, com produção da Euphonia, e tem lugar pelo 2.º ano consecutivo, depois "do sucesso alcançado na edição de 2018", destacou hoje a organização.

Segundo o município, o festival constitui um tributo ao jazz, "género musical que apaixona multidões", e o centenário Teatro Garcia de Resende vai ser "palco" de quase todas as atividades artísticas programadas.

"Além da qualidade dos grupos" que vão atuar, o festival "demarca-se dos demais eventos similares do panorama nacional por fazer do jazz um elemento de ligação entre diversos estilos artísticos", ou seja, "por fazer do jazz um eixo central para o desenvolvimento de várias artes", assinalou a câmara.

O cartaz do festival arranca às 21:00 de sexta-feira, com a inauguração da exposição "Jazz, uma história a preto e branco", de Anabela Carreira, que vai poder ser visitada pelo público no 'foyer' do Teatro Garcia de Resende.

Os "convidados" musicais da noite são os grupos Victor Zamora Trio, composto por Victor Zamora (piano), Leo Espinosa (baixo) e José Salgueiro (bateria), e Havana Way, com Raúl Reyes, Victor Zamora, Leo Espinosa e Osvaldo Pegudo e os bailarinos Maximo Zequeira e Francesca Negro.

O programa de sábado começa logo de manhã, com um 'workshop' de Combos/Orquestra ministrado por Claus Nymark, no Auditório da Universidade de Évora (UÉ), seguindo-se, de tarde, no teatro, a atuação dos combos de alunos da escola Ofício das Artes (OFA), de Montemor-o-Novo, e do Hot Club, de Lisboa, e uma palestra sobre a história da bateria, por Eduardo Lopes.

A "banda sonora" da noite reserva várias atuações, a primeira delas do projeto VEIA, que junta Elisa Rodrigues, "considerada cantora revelação jazz" com o seu disco "Heart Mouth Dialogues", e Isabel Rato, um "dos nomes femininos mais relevantes da nova geração de compositores jazz", com o seu álbum "Para além da curva da estrada".

Os outros concertos são os do Ricardo Toscano Quarteto, com João Pedro Coelho, Romeu Tristão e João Pereira, e da formação Seven Dixie, formada por Patrícia Camelo, João Carlos Araújo, Rodrigo Lino, Nuno Lopes, João Rasteiro, Sérgio Galante, André Domingos e Mário Lopes.

Um novo 'workshop' de Combos/Orquestra por Claus Nymark abre a última jornada do festival, na UÉ, tendo lugar, durante a tarde, no Garcia de Resende, mais apresentações de combos, desta vez da Escola de Jazz do Barreiro e da Jb Jazz e novamente da OFA.

O programa fica completo com um concerto da Orquestra de Jazz da Universidade de Évora (OJUÉ), de tarde, e espetáculos, à noite, do trio espanhol Sumrrá (Manuel Guiterrez, Xacobe Martínez e L.A.R. Legido) e de Beck & Lopes Grupo + Jam Session (com Felippe Figueiredo, Rafael Foncubierta, Ivan Beck e Mário Lopes).

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.