Inserida no Espaço Projeto -- Coleção Moderna da programação da Gulbenkian, a mostra tem curadoria de Leonor Nazaré e ficará patente até 04 de junho, de acordo com um comunicado da entidade..Nesta exposição, a artista relata uma "experiência avassaladora" vivida quando atravessava a nado, sozinha, um lago vulcânico em Auvergne, na França. .Esta experiência constituiu o ponto de partida para esta primeira exposição de Sara Bichão na Gulbenkian, numa instalação de diversas peças e objetos. .Sobre o episódio da travessia, a artista relata, num texto sobre a exposição, que a meio, apercebeu-se que estava no centro de uma cratera, sentiu-se desorientada, e foi invadida por uma sensação de pânico: "Eram águas paradas, a profundidade da cratera incerta mas decerto imensa. O meu pensamento ficou tomado por todas as variáveis que tornavam o corpo muito frágil naquela situação". ."Uma força invisível terá desencadeado, na altura, a emoção expressa pelo título da mostra: Encontra-me, mato-te", indica o texto..Este episódio marcou profundamente Sara Bichão, levando-a a questionar-se sobre si mesma, "como identidade singular e como parte de um todo". .É na zona de charneira entre "o que poderia ter acontecido e o que não aconteceu, que marca o tempo e a geografia desta exposição", explica a artista, que está representada na mostra permanente da Coleção Moderna do Museu Calouste Gulbenkian. .Mestre em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), Sara Bichão, nascida em Lisboa, em 1986, frequentou várias residências artísticas, entre as quais, a Residency Unlimited, em Nova Iorque, em 2012. .Em 2008, ganhou o prémio BPI/FBAUL, e foi finalista do concurso Jovens Pintores -- Fidelidade Mundial (menção honrosa) e do Anteciparte'09, em 2009. .Expõe regularmente desde 2009, entre outros espaços, na Barbara Davis Gallery, em Houston, nos Estados Unidos, na Galeria Silvestre, em Madrid, na Artopia Gallery, em Milão.