Europeias: Cristas contra abstenção, apela a militantes a ajudarem até "a tia mais idosa" a votar (ATUALIZADA 2)

Vila Nova de Gaia, Porto, 23 mai 2019 (Lusa) -- A líder do CDS-PP fez hoje o seu primeiro discurso da campanha sem críticas ao PS, explicou propostas do partido e pediu aos militantes que ajudem amigos, vizinhos ou "aquela tia mais idosa" a votar no domingo.

Num discurso a algumas centenas de militantes e apoiantes, num restaurante em Crestuma, Gaia, distrito do Porto, Assunção Cristas fez o elogio à presença do ex-deputado e mandatário do partido nas europeias António Lobo Xavier, avisou que não ia criticar o Governo e deixou para o fim o apelo contra a abstenção, à mobilização dos militantes até domingo, dia de eleições.

A presidente centrista afirmou ainda que a abstenção, à esquerda, nas esquerdas radicais, tende a não ser um problema" e deixou a pergunta - "porque é que neste lado não nos mobilizamos?" -- para dar a resposta logo a seguir.

"Precisamos da ajuda de todos. Peço a todos e a cada um de vós que no domingo não vá apenas votar. Telefone à família, aos amigos, vizinho do lado, à ofereça-se para levar as pessoas a votar, aquela tia mais idosa", afirmou.

Apesar do tom menos crítico, Cristas afirmou que, nesta campanha, para as europeias, e a quatro meses das legislativas, é preciso "lembrar quem levou o país à bancarrota", o PS, "e quem tirou o país da bancarrota", o governo PSD/CDS-PP.

E foi das raras frases contra os socialistas, dado que o resto do tempo do discurso foi para explicar várias propostas dos centristas, tanto nas europeias como para as eleições legislativas de 06 de outubro.

A presidente do CDS-PP defendeu uma baixa do IRC para 17%, "acelerar a aplicação de fundos comunitários, desengavetar as cativações de Mário Centeno", ministro das Finanças, ou ainda o programa Erasmus para jovens agricultores portugueses, que o CDS quer propor em Estrasburgo.

Antes de tudo, agradeceu a presença do ex-líder parlamentar do CDS António Lobo Xavier, mandatário nacional da candidatura europeia de Nuno Melo -- "um sinal vivo de como estamos unidos, estamos fortes".

A Nuno Melo, o candidato europeu, coube fazer uma espécie de revisão da matéria dada, ou dos discursos feitos nas últimas semanas, criticou a "bloquização do PS" e atacou a "geringozação da governação" de António Costa desde 2015.

E voltou a traçar a "fronteira" com o PSD de Rui Rio, que se assume mais ao centro, prometendo Melo que, se os sociais-democratas, "em circunstâncias excecionais", vierem a viabilizar um eventual governo socialista, o CDS ficará "na oposição", insistindo que o seu partido "pode ser a surpresa da noite eleitoral" de domingo.

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