EUA aplaudem medidas do Panamá por defenderem democracia na Venezuela

Os Estados Unidos da América (EUA) aplaudiram hoje as medidas tomadas pelo Governo do Panamá sobre a Venezuela, pela "defesa enérgica da democracia e dos direitos humanos".

"Aplaudimos o anúncio do Panamá de 27 de março de que vai reforçar a supervisão financeira a 55 venezuelanos e 16 entidades venezuelanas, e apoiar outros esforços na região para combater o abuso dos sistemas financeiros por parte de agentes corruptos", afirma, em comunicado, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

O Panamá decretou a semana passada sanções contra o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, 54 funcionários governamentais e 16 empresas venezuelanas, por "alto risco" em matéria de branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e de armas de destruição maciça.

No comunicado, citado pela Efe, Heather Nauert congratula ainda o governo do Panamá por promover, com estas medidas, a estabilidade na região e a democracia na Venezuela, e instou outros países da zona a tomar idênticas medidas, apoiando o povo venezuelano no seu "direito de que se escute a sua voz em eleições livres, justas e transparentes".

Na sexta-feira, o Governo do Presidente Nicolás Maduro suspendeu as relações económicas e financeiras com 22 pessoas e 46 entidades jurídicas do Panamá, uma medida que tem como propósito proteger o sistema financeiro venezuelano.

A suspensão tem lugar durante 90 dias, renováveis, e entre as pessoas abrangidas pela medida está o Presidente do Panamá, Juan Carlos Valera, a ministra de Relações Exteriores panamiana, Isabel de Saint Malo, o ministro da Presidência, Álvaro Alemán, e a ministra de Governo, Maria Luísa Romero.

A suspensão das relações foi formalizada através de uma resolução conjunta dos ministérios venezuelanos de Relações Interiores, Justiça e Paz, de Comércio Externo e Investimentos Internacionais e da Banca e Finanças.

No mesmo dia, o Panamá anunciou que vai retirar o seu embaixador em Caracas e pediu ao Governo do Presidente venezuelano que retire também o seu representante diplomático na Cidade do Panamá.

"O Governo do Panamá decidiu retirar o seu embaixador na Venezuela, Miguel Mejía, e solicita ao Governo venezuelano que retire o embaixador acreditado no Panamá, Jorge Durán Centeno", indicou, em comunicado, do Ministério das Relações Exteriores panamiano.

Na nota, a diplomacia panamiana sublinhou que "após analisar as medidas da Venezuela, o Governo panamiano tratar-se de uma reação política que carece de fundamento, adotada fora do marco jurídico internacional, em represália pelas ações anunciadas pelo Panamá".

"As autoridades panamianas estão a avaliar o impacto das medidas [venezuelanas], em termos económicos e comerciais, para identificar outras possíveis ações futuras", refere a nota.

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