Empresas até nove trabalhadores responsáveis por 70% das exportações

A coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI), Helena Freitas, disse hoje que 70% das exportações portuguesas são feitas por empresas que têm até nove pessoas, facto que considerou notável.

"70% das exportações portuguesas são feitas por empresas com até nove pessoas. É uma coisa notável e que significa que há muita inovação e capacidade para crescer", afirmou Helena Freitas, em Castelo Branco, na abertura do III Congresso Internacional Inovcluster, que decorre até sábado, em paralelo à 1.ª edição da i9agri - Feira de Inovação Agroalimentar.

A responsável pela UMVI sublinhou que o país precisa de uma "cultura colaborativa" ao nível das entidades que têm responsabilidades políticas, públicas e nas empresas.

"Os países com um setor agrícola pujante têm esta cultura colaborativa onde criam redes para responder aos problemas. Penso que estamos a fazer este caminho positivo e em muitas áreas já somos uma referência por termos uma agricultura pujante", frisou.

Helena Freitas falou ainda de desafios, nomeadamente ao nível de fazer e de produzir ciência e inovação aberta: "O conhecimento tem que estar disponível para ser utilizado por todos. Essa é uma responsabilidade das empresas e das instituições de ensino superior".

Já o presidente da Inovcluster e também da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, disse que com mais esta iniciativa, a primeira Feira de Inovação Agroalimentar de Portugal, Castelo Branco, mostra que tem um "verdadeiro 'cluster'" no setor.

"Estamos a desenvolver um trabalho que é cada vez mais reconhecido em todo o país e não só. Acho que esta feira [i9agri] vem demonstrar que em Castelo Branco temos um verdadeiro ecossistema no agroalimentar", sustentou.

O presidente da Associação do Cluster Agroindustrial do Centro (Inovcluster) explicou ainda que inicialmente a aposta no setor passou pela concretização e construção da Associação Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar (CAATA - CEI), que permite desenvolver um trabalho de apoio à inovação e o Inovcluster, que permite um trabalho de 'marketing' e de internacionalização.

"Hoje, além dessas duas instituições transversais ao setor, temos também um conjunto de outras infraestruturas que apoiam verticalmente e em determinadas áreas específicas os nossos produtores. Todas estas infraestruturas são facilitadoras para toda a atividade e onde podemos vir a criar economias de escala", frisou.

Luís Correia referiu-se ainda ao novo quadro comunitário de apoio Portugal 2020 e deixou um alerta para as dificuldades que os pequenos produtores enfrentam.

"Acho que é preciso reforçar e o 2020 tem que ser facilitador, para ir ao encontro também dos pequenos produtores, daqueles que têm dificuldade em concorrer a este quadro comunitário. Sei que tem havido essa sensibilização da parte da tutela e estão a ser tomadas medidas para o inverter", disse.

O autarca adiantou ainda que o que está a ser feito neste momento em Castelo Branco, a i9agri - Feira de Inovação Agroalimentar, sai do orçamento do município.

"Esta é uma realidade que tem que ser vista de uma forma diferente. Precisamos de ver reforçado o apoio", concluiu.

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