Comissão Europeia garante que mortes de jornalistas "nunca vão ser esquecidas" na UE

Bruxelas, 23 abr 2019 (Lusa) -- A Comissão Europeia assegurou hoje, a propósito do assassinato da jovem repórter irlandesa Lyra McKee, enquanto fazia a cobertura de confrontos em Londonderry, que "as mortes de jornalistas nunca vão ser esquecidas" na União Europeia (UE).

"As mortes de jornalistas nunca vão ser esquecidas. A nossa União [Europeia] é regida pela liberdade democrática e pelo Estado de direito e os jornalistas, com o seu trabalho, são centrais para o respeito destes valores", frisou a porta-voz do executivo comunitário Mina Andreeva.

Falando na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, em Bruxelas, a responsável condenou, em nome da instituição, "tamanha violência e os seus contornos".

"Estamos confiantes no trabalho das autoridades norte-irlandesas para averiguar as circunstâncias exatas deste trágico acontecimento", adiantou Mina Andreeva.

Segundo as autoridades locais, a jornalista Lyra McKee, de 29 anos, morreu pelas 23:00 horas (hora local, a mesma em Lisboa) de quinta-feira em Londonderry, a segunda maior cidade da Irlanda do Norte.

Natural de Belfast, a jovem repórter foi atingida na cabeça por um homem com máscara que disparava contra a polícia no bairro de Creggan, em Londonderry, tendo morrido já no hospital.

Hoje, a polícia da Irlanda do Norte anunciou que prendeu uma mulher no âmbito da lei antiterrorismo, pelo homicídio da jornalista Lyra McKee.

A mulher, de 57 anos, foi presa hoje no âmbito das ações antiterroristas (Terrorism Act).

Um grupo dissidente do Exército Republicano Irlandês (IRA, sigla em inglês) admitiu que um dos seus "voluntários" matou McKee.

Também na conferência de imprensa de hoje, um jornalista leu uma reação da Associação da Imprensa Internacional (API, sigla em francês) ao assassinato de Lyra McKee, endereçando "as suas condolências à família pela morte de uma das mais determinadas e corajosas jornalistas irlandesas".

"Uma morte sem sentido, enquanto ela estava a fazer o seu trabalho, mancha a liberdade de imprensa e também o processo de paz para o conflito norte-irlandês", adiantou o jornalista, representando a posição da API.

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