Combustíveis: Cristas afirma que "mal seria" Governo não ter ajudado ao acordo

Olhão, Faro, 17 mai 2019 (Lusa) -- A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, admitiu hoje que o acordo para evitar a greve dos motoristas de matérias perigosas é uma boa notícia, mas disse que "mal seria" o Governo não ter ajudado ao acordo entre as empresas e o sindicato.

"Mal seria que no dia 23 [de maio] voltássemos a ter a pouco vergonha que foi há umas semanas" na anterior greve de, "de repente, sem ninguém estar à espera, o país ver-se bloqueado", afirmou aos jornalistas, horas depois de ter sido anunciado o acordo, com a mediação do Governo, entre a ANTRAM e o sindicato dos condutores de matérias perigosas.

"Mal seria" que o Governo "não tivesse ajudado a tratar" do problema, afirmou Cristas que, nas últimas semanas, criticou, por várias vezes, o executivo socialista pela condução deste dossier.

O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) desconvocou hoje a greve marcada para dia 23 e anunciou "um acordo histórico", após uma reunião com o Governo e com a associação patronal ANTRAM.

"Conseguimos fechar um acordo histórico, tanto a nível financeiro como não financeiro, com grande reconhecimento da carreira profissional", disse à Lusa o vice-presidente da SNMMP, Pedro Pardal Henriques, no final da reunião que decorreu no Ministério das Infraestruturas, em Lisboa.

"Por essa razão, é desconvocada a greve que estava prevista para dia 23", adiantou o dirigente do sindicato.

A reunião foi convocada a meio da tarde de quinta-feira e o encontro contou a presença do ministro, Pedro Nuno Santos, e com representantes da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), com o acordo a ser alcançado já esta madrugada.

Pardal Henriques explicou à Lusa que o acordo inclui as reivindicações ao nível da progressão salarial e a proibição da circulação de matérias perigosas aos domingos e feriados.

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