Cinquentenário da morte de Palmira Bastos assinalado com colóquio

Os atores Eunice Muñoz, Carlos Paulo e Manuela Maria participam no domingo num colóquio sobre Palmira Bastos, a realizar no Auditório Cardeal Ribeiro, na Igreja Paroquial da Portela, foi hoje anunciado.

A iniciativa tem por objetivo assinalar os cinquenta anos da morte de Palmira Batos, atriz que pisou os palcos durante 75 anos.

O encenador Ricardo Boléo e Ana Maria Bastos Quintas, neta de Palmira Bastos, são outros dos participantes do colóquio a realizar na Portela, onde existe uma rua com o nome da atriz.

Os 50 anos da morte da atriz, que se estreou no teatro em julho de 1890 com a peça "O Reino das Mulheres", de Eduardo Blum, no Teatro da Rua do Condes, são ainda assinalados com uma visita guiada ao Museu do Teatro, subordinada a Palmira Bastos, a realizar no dia 14.

Na Academia Portela Sábios haverá uma aula aberta, intitulada "Palmira Bastos: a árvore que morreu de pé", no dia 19, uma exposição de trabalhos de alunos de escolas da Portela, patente no Centro Comercial da Portela, a partir de dia 20, e serão ainda projetados dois filmes sobre e com Palmira Bastos, no dia 21, no salão da junta de freguesia.

Palmira Bastos, nome artístico de Maria da Conceição Martinez de Sousa Bastos, nasceu na Aldeia Gavinha, Alenquer, em 30 de maio de 1875, morreu, em Lisboa, em 10 de maio de 1967, e foi uma das mais conhecidas atrizes portuguesas.

A estreia de Palmira Bastos no teatro foi o início de uma carreira de 75 anos, que culminou com a representação na peça "O ciclone", em 15 de dezembro de 1966.

Palmira Bastos, que se distinguiu em diferentes géneros teatrais, do drama à comédia, passando pela revista e a opereta, participou igualmente no filme mudo "O destino", em 1922.

A atriz, que representou no Teatro Nacional D. Maria II, na Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro e na Companhia Palmira Bastos-Alexandre d'Azevedo, apareceu pela última vez na televisão, na peça "As árvores morrem de pé", numa produção de 1966.

Ficou célebre a frase "Morta por dentro, mas de pé, como as árvores", dita pela atriz, na peça de Alejandro Casona.

Palmira Bastos foi distinguida com o grau de oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1920), comendadora da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1958) e comendadora da Ordem Militar de Cristo (1965).

Foi ainda distinguida com os prémios António Pinheiro, do Serviço Nacional de Informação (SNI), pela encenação de "Para cada um a sua verdade", de Luigi Pirandello, e Lucinda Simões, também do SNI, pela atuação em "O ciclone", de Sommerset Maughan.

A atriz foi contemplada com as medalhas de prata e de ouro da Cidade de Lisboa, com a Ordem do Cruzeiro do Sul e a de Cidadão Carioca.

Lisboa, Pontinha, Odivelas, Sintra são algumas das localidades com o nome da atriz na sua toponímia.

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