Cerca de 350 especialistas debatem o Património Cultural a partir de hoje em Lisboa

Cerca de 350 especialistas debatem, a partir de hoje, em Lisboa, diferentes questões relacionadas com o património, num encontro que a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) aponta como "ponto alto das atividades do Ano Europeu do Património Cultural".

A conferência internacional "Património Cultural: Desafios XXI" reúne-se hoje e na sexta-feira na sede da Fundação Calouste Gulbenkian, que, com a DGPC, organiza esta iniciativa, que "dá voz aos desafios que o Património Cultural enfrenta nas sociedades contemporâneas, na sua relação com a memória e o conhecimento, a sustentabilidade, a ciência, as alterações climáticas e as novas tecnologias, entre outros tópicos orientados para gestão e a projeção do futuro".

"O objetivo é apontar possíveis pistas de desenvolvimento, cruzando os domínios da cultura, da sociedade, da educação, da economia e do território", afirma a DGPC em comunicado, referindo que a "conferência tem presentes os mais recentes documentos emanados do Conselho da Europa, da Comissão Europeia e da UNESCO [Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura], apresentando reflexões atualizadas, a par da difusão de boas práticas nacionais e internacionais".

No encontro participam, segundo a mesma fonte, académicos, investigadores, profissionais do setor cultural e "altos representantes de instituições europeias e de organismos públicos de gestão do património cultural" de vários países.

Sílvia Costa, eurodeputada e ex-Presidente do Comité de Cultura e Educação do Parlamento Europeu, que no ano passado mereceu um "reconhecimento especial" do júri do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, é a primeira conferencista de hoje, após a tradicional sessão de abertura que conta, entre outras personalidades, com Guilherme d'Oliveira Martins, coordenador nacional do Ano Europeu do Património Cultural/2018, e a participação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que se dirigirá aos participantes por vídeo.

A sessão conta também com a presença de Isabel Mota, presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, de Catherine Magnant, chefe de Missão para o Ano Europeu do Património Cultural, da direção-geral de Educação, Cultura e Desporto da Comissão Europeia, e de Paula Araújo da Silva, diretora-geral do Património Cultural.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.