Catalunha: 'Dossiê Puigdemont' pertence à justiça - Comissão Europeia

A Comissão Europeia reiterou hoje que a crise na Catalunha é "um dossiê que apenas diz respeito às autoridades judiciais".

Questionada durante a habitual conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, uma porta-voz respondeu que "é um dossiê que apenas diz respeito às autoridades judiciais, cuja independência respeitamos completamente".

O presidente do governo destituído da Catalunha, Carles Puigdemont, está na Bélgica desde segunda-feira, acompanhado por alguns dos seus conselheiros, tendo adiantado que só regressa ao seu país quando considerar haver condições para tal, nomeadamente de "independência da justiça".

A justiça espanhola poderá emitir ainda hoje um mandado de captura europeu, pedindo às autoridades belgas que entreguem Puigdemont.

Desde o início da crise catalã que a Comissão Europeia sustenta tratar-se de um assunto interno de Espanha.

O parlamento regional da Catalunha aprovou na passada sexta-feira a independência daquela região de Espanha, numa votação sem a presença da oposição, que abandonou a assembleia regional e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupava.

No mesmo dia, o executivo espanhol, liderado por Mariano Rajoy, do Partido Popular (direita), apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, anunciou a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro próximo e a destituição de todo o governo catalão, entre outras medidas.

Foi na sequência destes acontecimentos que o presidente destituído do governo da Catalunha, Carles Puigdemont, e alguns dos seus conselheiros [membros do executivo regional destituído] viajaram para Bruxelas, onde se encontram.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.