Carrilho conhece hoje sentença em caso de violência doméstica contra ex-mulher

O advogado de Bárbara Guimarães pedia uma pena efetiva de prisão de três anos e 10 meses para o ex-ministro da Cultura. Carrilho foi condenado pelo crime de difamação

Manuel Maria Carrilho foi absolvido do crime de violência doméstica, durante o casamento com a apresentadora da SIC, e condenado pelo crime de difamação. Foi declarado "inocente" do primeiro crime pela juíza Joana Ferrer Andrade, que Bárbara Guimarães tentou afastar do processo, invocando "parcialidade" da magistrada.

A leitura da sentença teve lugar no Campus da Justiça, em Lisboa, ao início da tarde desta sexta-feira. Carrllho foi condenado ao pagamento de uma multa de 150 dias por um crime de difamação.

"Os tribunais não são tribunais plenários onde os arguidos entravam já condenados", disse a juíza no fim da sentença.

A leitura da sentença teve lugar no Campus da Justiça, em Lisboa, ao início da tarde desta sexta-feira.

Joana Ferrer considerou que a prova pericial apresentada era inconclusiva e a prova testemunhal incapaz de sustentar a acusação pública, pelo que absolveu o réu. A juíza disse que Bárbara Guimarães deveria ter ido ao Instituto de Medicina Legal, para que as agressões ficassem documentadas, apelidou-a de "mulher destemida e dona da sua vontade", pelo que não é plausível que na sequência das agressões tenha continuado com o marido em vez de se proteger a si e aos filhos, de acordo com a Sic Notícias.

A juíza disse ainda que a apresentadora de televisão é uma mulher determinada e auto-suficiente do ponto de vista financeiro.

O Ministério Público pediu três anos e quatro meses de prisão, com pena suspensa para Carrilho, tendo a procuradora considerado haver ainda perigo de continuação da atividade criminosa por parte do arguido, pelo que, pediu ao tribunal a aplicação de uma pena acessória de proibição de contactos com a vítima pelo mesmo tempo da pena proposta.

Em contrapartida, o advogado de Bárbara Guimarães, que é assistente no processo, pediu uma pena efetiva de prisão de três anos e 10 meses para Carrilho, considerando que, no julgamento, ficou provado o crime de violência doméstica e vários de difamação.

O advogado do professor de filosofia pediu a absolvição do seu cliente, considerando que acusações de violência doméstica e injúrias são uma "história patética e muito mal contada".

Para Carrilho, a ex-mulher Bárbara Guimarães é uma "falsa vítima" de violência doméstica e que "a falsa vítima foi o verdadeiro agressor".

"Agressor aqui só há um: Bárbara Guimarães", disse Manuel Maria Carrilho nas suas últimas declarações em julgamento, antes de a juíza marcar a leitura da sentença.

Num outro processo que envolve o ex-casal, a 31 de outubro, o tribunal condenou Manuel Maria Carrilho a quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa por agressão, injúrias, violência doméstica, entre outros crimes cometidos contra a apresentadora de televisão em 2014 a quem terá de pagar 50 mil euros.

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