Câmara de Vale de Cambra afirma ter estabilidade financeira consolidada

Vale de Cambra, Aveiro, 29 abr 2019 (Lusa) - O município de Vale de Cambra, liderado pelo CDS-PP, defendeu hoje que o seu relatório de contas de 2018 demonstra uma situação de estabilidade financeira consolidada e níveis de diminuição da dívida nunca antes atingidos.

"Consolidámos a diminuição da dívida para registos nunca antes alcançados, o que, face ao limite legal da dívida, levou o município a terminar 2018 com uma margem superior a oito milhões de euros", afirmou à Lusa o vice-presidente da autarquia, António Alberto Gomes, a propósito do relatório aprovado em reunião de câmara por unanimidade de CDS-PP, PSD e PS.

A dívida global do município foi reduzida em 6%, num valor de 800 mil euros, situando-se agora o total em 11,7 milhões de euros, dos quais 10,8 milhões são dívida de curto prazo e 900 mil euros de curto.

O autarca responsável pelas finanças da Câmara destacou ainda a inexistência de pagamentos em atraso, um prazo médio de apenas nove dias para liquidação de faturas de fornecedores, uma taxa de execução orçamental de 88% "graças à cobrança de mais de 19,6 milhões de euros e a afetação de 5,1 milhões de euros ao orçamento de 2019" - em resultado da diferença entre recebimentos e pagamentos em 2018.

"A solidez orçamental também é transmitida pela poupança de cerca de quatro milhões de euros de receita corrente, o que permitiu criar um 'superavit' que financia a despesa de capital", realçou António Alberto Gomes, referindo que a reserva legal do município é agora de 130.244 euros.

Para o vice-presidente da Câmara, a prestação positiva de 2018 deve-se ao "rigor nas contas" e "reforça ainda mais a estabilidade financeira que o atual executivo conseguiu no passado".

O autarca acrescenta: "Estes resultados são alcançados com uma política fiscal de diminuição de impostos que temos vindo a implementar ao longo dos últimos anos e que pretendemos continuar permitindo, assim, a melhoria da qualidade de vida no nosso município".

Quanto a 2019, António Alberto Gomes disse que o executivo quer "uma gestão ainda mais dinâmica, tendo em vista o que verdadeiramente interessa: o desenvolvimento de Vale de Cambra, a melhoria das condições de vida das suas gentes e da sua indústria, e a valorização do seu património natural".

Apesar de ter votado favoravelmente quanto ao relatório técnico, o vereador do PSD, Pedro Almeida, criticou, contudo, algumas opções do executivo CDS, nomeadamente o facto de o atual presidente ter noutros mandatos defendido a descida do Imposto Municipal sobre Imóveis, quando era vereador da oposição, enquanto "agora não os baixou para o mínimo".

O vereador social-democrata defende, aliás, que, "no que respeita aos impostos indiretos, houve um aumento de arrecadação de receita que permite que se baixem os impostos, criando maior atratividade no município e devolvendo alguma dessa receita às famílias".

A evolução da dívida também preocupa Pedro Almeida, que nota que, na gestão do PSD, essa foi sendo reduzida ao ritmo de "dois milhões de euros ao ano", enquanto o CDS se tem ficado por apenas por cerca de um milhão a cada 12 meses.

Já sobre a despesa, salientou que o seu maior volume "está relacionado com pagamento de salários ao pessoal e aquisição de bens e serviços, denotando-se um aumento relativamente aos anos de 2017, 2016 e 2015".

Contactado pela Lusa, o vereador do PS não esteve disponível para comentar o assunto.

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