Azeméis tem nova ETAR após investir 2,5 ME para tratar todo o saneamento local

Oliveira de Azeméis, Aveiro, 04 jun 2019 (Lusa) - A empresa Indaqua inaugura na próxima sexta-feira em Oliveira de Azeméis a estação de tratamento de águas residuais (ETAR) de Ul que, após um investimento de 2,5 milhões de euros, permitirá tratar todo o saneamento gerado nesse concelho.

Segundo revelou hoje à Lusa a concessionária que em 2014 assumiu a exploração e gestão dos serviços públicos locais de distribuição de água e recolha, tratamento e rejeição de águas residuais, a nova ETAR é a quarta e maior do género no concelho e servirá cerca de 10.000 habitantes da cidade de Azeméis e das freguesias de Ul, Travanca e Macinhata da Seixa.

"A construção da ETAR de Ul representa um marco histórico do município, na medida em que permitirá que fique assegurado o tratamento de todo o saneamento gerado no concelho antes de esse ser descarregado nas linhas de água, melhorando assim de forma muito significativa a qualidade de vida da população oliveirense", afirma Tiago Fragata, diretor-geral da Indaqua Oliveira de Azeméis.

Também o presidente da autarquia, Joaquim Jorge Ferreira, reconhece que a nova estrutura "constitui um passo determinante na resolução de um problema ambiental e de saúde pública" no concelho.

"Garante às populações melhor qualidade de vida por se tratar de um investimento que irá aumentar consideravelmente a taxa de cobertura da rede de saneamento com destino final adequado", explica o autarca.

O investimento de 2,5 milhões de euros na construção da nova ETAR é apontado por Tiago Fragata como "o mais avultado" entre os que estão previstos para o território de Azeméis, "não terá qualquer impacto no tarifário em vigor" e possibilitará "que água residual tratada seja reutilizada para regas e lavagens" de diversos tipos de equipamento.

"Numa altura em que se enfrentam sucessivos períodos de seca prolongada e em que a temática das alterações climáticas assume uma relevância fulcral no nosso dia-a-dia, a reutilização de água residual tratada é, sem dúvida, uma medida de promoção do uso racional e sustentável da água", defende Tiago Fragata.

Enrique Castiblanques, presidente da Indaqua, diz que "os oliveirenses já estavam a beneficiar do acesso a água de qualidade para consumo", mas realça que "agora também dispõem de água residual tratada para outros fins" e acrescenta: "Resta ainda desenvolver um grande esforço para ultrapassar o desafio do aumento da cobertura do serviço público, de forma a alcançar as médias nacionais e os objetivos do plano estratégico nacional".

Ainda assim, Tiago Fragata destaca já algumas métricas demonstrativas da evolução operada em Azeméis desde 2014 ao nível da eficiência operacional: "Fechámos o ano de 2018 com um resultado notável de 18% de perdas de água, o que é muito inferior à média nacional de 30%. Tivemos ainda um crescimento acentuado na população servida pelas redes públicas, com um incremento de 7.000 utilizadores no que se refere à de água e de cerca de 7.400 no que concerne à de saneamento".

Isso significa que, no final de 2018, 67% da população de Azeméis estava servida pela rede de água e 69,3% pela de saneamento.

Para Tiago Fragata, há que adotar, ainda assim, algumas cautelas: "Não obstante o aumento que se tem vindo a registar na população, o concelho apresenta para as redes públicas de água e de saneamento níveis de adesão bastante inferiores à média nacional e, por isso, será essencial que futuros investimentos para aumento de cobertura acautelam a adesão dos utilizadores, de forma a que não sejam realizadas obras avultadas em redes que, a posteriori, se revelem subaproveitadas".

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