APS diz que atividade do porto de Sines "decorre dentro da normalidade"

A APS - Administração dos Portos de Sines e do Algarve afirmou hoje que a atividade em Sines "decorre dentro da normalidade", apesar da greve convocada pelo SEAL - Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística.

Os trabalhadores portuários iniciaram no dia 13 de agosto uma greve de quatro semanas ao trabalho suplementar, que terminará em 10 de setembro, um protesto convocado pelo SEAL devido à "crescente proliferação de práticas antissindicais nos diversos portos portugueses".

Em comunicado, a entidade refere que "a greve convocada pelo SEAL -- Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística, que teve início às 08:00 horas do passado dia 13 de agosto, não tem tido qualquer impacto na atividade do Porto de Sines, decorrendo as operações portuárias dentro da normalidade, sem registo de paragens ou de quaisquer atrasos".

Enquanto autoridade portuária, "a APS -- Administração dos Portos de Sines e do Algarve, SA mantém-se atenta aos desenvolvimentos desta situação, empenhada, como sempre, na preservação da paz laboral do Porto de Sines".

De acordo com o pré-aviso de greve, as práticas antissindicais são de "extrema gravidade no Porto de Leixões, permanecendo ainda graves no Porto do Caniçal".

O presidente do SEAL, António Mariano, disse na altura à Lusa ser "difícil" estimar o impacto da greve, uma vez que o pré-aviso é de âmbito nacional, abrangendo "todos os trabalhadores nos oito portos, sejam sindicalizados ou não, e também os precários".

A paralisação abrange os portos de Leixões, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines, Caniçal, Praia da Vitória e Ponta Delgada.

De acordo com o pré-aviso do sindicato, a greve incide sobre "todo o trabalho suplementar, ou seja, sobre todo o trabalho que ultrapasse o turno normal de trabalho ou um turno de trabalho diário, em dias úteis, e sobre todo o trabalho em sábados, domingos e feriados".

O sindicato acusa as empresas portuárias de "comportamentos criminosos", afirmando que há "assédio moral, desde a perseguição à coação, desde o suborno à discriminação", ou "ameaças de despedimento" e "chantagem salarial", com o objetivo de "colocar os trabalhadores uns contra os outros" e também "evitar que os mesmos procedam à sindicalização de forma livre e consciente".

Este conjunto de práticas levou a um manifesto emitido há mais de um ano, com o levantamento de situações concretas, "do qual foi dado conhecimento às tutelas do setor portuário e do Trabalho", mas "estas criminosas situações continuam impunes", segundo o SEAL.

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