Ambientalistas nos EUA contestam mudanças à lei que protege espécies em extinção

A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, propôs na quinta-feira efetuar alterações na proteção automática para animais e plantas ameaçados de extinção, uma medida imediatamente contestada por ambientalistas.

As propostas de alteração à Lei das Espécies Ameaçadas, em vigor há mais de quatro décadas, provocaram imediata contestação por parte dos democratas e defensores da vida selvagem, que olham para as medidas como a "promoção de uma agenda anti-ambiental que vai acelerar as extinções", de acordo com a agência noticiosa Associated-Press.

Outra das emendas prevê que as decisões tomadas para a proteção dos animais sejam dissociadas do seu impacto económico.

As alterações propostas representam "um claro desejo de enfraquecer a Lei de Espécies Ameaçadas", acrescentando "obstáculos" e "lixo inútil" que "no final" representará "maior perigo para as espécies ameaçadas", acusou John Calvelli, vice-presidente da Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem.

"As alterações não terão impacto nas espécies atualmente classificadas como ameaçadas" e "permitirá proteger, caso a caso, aquelas que no futuro sejam assim classificadas", refere um comunicado Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

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