Acidente/Madeira: Avião pronto para levar vítimas para a Alemanha - Governo alemão

O chefe de gabinete da chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que um avião com apoio médico está pronto para voar para a Madeira com a missão de transportar para a Alemanha os afetados pelo acidente ocorrido na quarta-feira.

Helge Braun disse aos jornalistas, em Berlim, que as identidades e o número exato de cidadãos alemães entre os 29 mortos no acidente que ocorreu, com um autocarro na ilha portuguesa ainda não são claros.

Entretanto, Braun disse que tem "informações de que era um grupo de viagem composto principalmente por turistas alemães".

O chefe de gabinete disse que as informações sobre as vítimas só serão libertadas quando os familiares forem informados.

Pelo menos 29 pessoas morreram no acidente com um autocarro que transportava turistas em Santa Cruz, na Madeira, na quarta-feira.

Uma das vítimas morreu no hospital central do Funchal, onde deram entrada 28 feridos, dois dos quais portugueses.

As vítimas mortais são 11 homens e 18 mulheres, todas alemãs segundo as autoridades regionais da Madeira.

O Governo português decretou três dias de luto nacional, como forma de expressão de pesar e de solidariedade de toda a população nacional para com as vítimas, e suas famílias.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.