Porto. Anteprojeto para escadas rolantes nas Virtudes está já em desenvolvimento

O anteprojeto da ligação de cota baixa entre a Fonte e a Calçada das Virtudes está já em desenvolvimento, adiantou a autarquia do Porto, através da instalação de um conjunto de quatro escadas rolantes.

A Câmara do Porto revelou esta quarta-feira (03 de novembro) estar em desenvolvimento o anteprojeto da ligação de cota baixa entre a Fonte e a Calçada das Virtudes, para onde está prevista a instalação de um conjunto de quatro escadas rolantes.

Em julho, a autarquia tinha já adiantado em resposta à Lusa que naquele mês ficariam concluídos os estudos técnicos necessários - que incluíram a atualização cadastral e diagnósticos complementares, entre os quais a inspeção vídeo da galeria do Rio Frio - arrancando posteriormente a fase de anteprojeto.

Na ocasião, a autarquia disse ainda estimar a conclusão do projeto até ao final de 2021, seguindo-se depois os procedimentos para a contratação da empreitada.

Novamente questionado sobre esta matéria, o município indicou hoje que "está em fase de desenvolvimento o anteprojeto" para esta ligação.

O projeto inicial, tal como foi apresentado, contemplava ainda uma ligação de cota alta "em elevador" entre a Fonte e o Miradouro das Virtudes que foi, entretanto, suspensa pela Câmara do Porto que decidiu, após parecer desfavorável da Direção-geral do Património Cultural (DGPC), dividir o processo em duas fases.

Para já, adiantava a autarquia à data, fica suspensa a ligação de cota alta "uma vez que neste troço é possível circular sem obstáculos apesar da pendente do arruamento", avançando apenas, nesta primeira fase, o trajeto à cota baixa.

No caso da ligação de cota alta foram apresentadas duas soluções distintas, uma para cada uma das diferentes fases do percurso: "escadas mecanizadas entre a zona de Miragaia e zona da fonte das Virtudes ou Calçada das Virtudes; e uma ligação vertical em elevador entre a Calçada das Virtudes (fonte das Virtudes) e o Jardim das Virtudes ou miradouro das Virtudes".

Esta última solução mereceu parecer desfavorável por parte da DGPC, estando a autarquia a "ainda a estudar soluções", indicava em julho.

Já a "ligação entre a cota baixa (Miragaia) e a Calçada das Virtudes não sofreu qualquer alteração relativamente ao previsto".

O projeto em causa enquadra-se numa estratégia geral de desenvolvimento de uma rede interligada de percursos pedonais assistidos por meios mecanizados numa das zonas com orografia mais difícil do centro do Porto.

O concurso de conceção lançado pela Câmara do Porto em 2015 teve por base um estudo que identificou os três pontos possíveis de ligação de cotas: Miragaia, Palácio de Cristal e Virtudes.

A primeira intervenção, em Miragaia, a funcionar desde julho, compreendeu uma intervenção em três núcleos: um correspondente à zona das "Escadas das Sereias", outro à área que compreende as "Escadas do Monte dos Judeus" e zonas adjacentes, e o terceiro a zona circundante das Ruas do Cidral de Cima e Cidral de Baixo.

A intervenção no Palácio de Cristal, cujo concurso de foi lançado em 20 de julho, por 1,19 milhões de euros, visa alargar os pontos de ligação entre os jardins do Palácio e a sua envolvente, especialmente o grande morro sul na sua relação com a Rua da Restauração e conexão com os percursos pedonais - ligações mecanizadas de Miragaia, através da colocação de um elevador que fará a ligação das cotas.

Em março de 2017, na reunião do executivo, a vereadora da mobilidade, Cristina Pimentel, que apresentou o programa do concurso de conceção para o projeto de percursos pedonais e ligações mecanizadas em Miragaia, Palácio de Cristal e Virtudes, avançava que a estas ligações juntava-se uma outra na Rua da Madeira, projeto já em elaboração pela Câmara do Porto e que avançaria de forma independente.

Para além desta ligação, a autarquia pretendia ainda reativar os elevadores da Ponte da Arrábida.

Questionada pela Lusa, a autarquia esclareceu, em 23 de julho, que a solução para a Rua da Madeira encontra-se ainda em estudo.

No que respeita aos elevadores da Arrábida, o projeto apresentado pela autarquia não mereceu a concordância da IP, proprietária e gestora da Ponte da Arrábida.

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