Nova SBE aposta em ecossistema de inovação

Ageas, Schréder e Imprensa Nacional - Casa da Moeda são três das seis organizações que já se juntaram a este ecossistema.

Chama-se Nova SBE Innovation Ecosystem e vai abrir portas oficialmente esta quarta-feira no campus de Carcavelos. É um projeto que pretende colocar professores, alunos, startups e empregadores a trabalharem juntos dentro do espaço da faculdade, criando projetos que ajudem na sustentabilidade e inovação das empresas que se juntem a esta iniciativa.

"Sou um fervoroso adepto desta abordagem de projet-based learning. Acredito profundamente no seu mérito para todas as partes envolvidas. Para os estudantes, porque lhes proporciona um contexto e uma circunstância de aprendizagem que lhes permite consolidar conhecimentos a partir da sua aplicação a problemas reais, com empresas reais. Para os docentes, porque lhes proporciona um campo de aplicação real que é muito relevante do ponto de vista pedagógico. E, para as empresas, porque os resultados destes projetos são tipicamente surpreendentes pela sua criatividade explosiva e pelo impacto que podem gerar", explica ao DN Rui Coutinho, diretor executivo do Innovation Ecosystem.

Até agora, já se juntaram a este ecossistema empresas como a Ageas, a Schréder, a CyberGym, a Morais Leitão, a Imprensa Nacional - Casa da Moeda e a Oceano Fresco, sendo que Rui Coutinho adianta que a Nova SBE conta que "outras empresas, nacionais e internacionais, se juntem ao Innovation Ecosystem brevemente".

Cada uma destas seis empresas já tem a trabalhar no campus de Carcavelos a sua equipa residente de inovação corporativa e o mesmo acontecerá com as próximas instituições que se juntarem ao projeto. "Decidimos criar este programa de residências de modo a permitir que as empresas possam garantir que os membros das suas equipas de inovação possam também trabalhar a partir do campus de Carcavelos. Desta forma, têm um acesso ainda mais próximo aos diferentes intervenientes do Innovation Ecosystem", diz Coutinho.

Este ecossistema é ainda composto por Círculos de Inovação - redes de equipas corporativas e startups ligadas a alunos, docentes e antigos alunos da SBE -, a que as empresas que se juntam ao projeto da Faculdade da Economia da Nova têm acesso e que estão divididos em cinco áreas: serviços financeiros e finanças sustentáveis, cidades e comunidades inteligentes, saúde e bem-estar, economia espacial, verde e azul e, por fim, hospitalidade e jornadas do cliente.

"Os Innovation Circles materializam o modus operandi do Innovation Ecosystem. Dividem-se em cinco grandes verticais e, em cada círculo de inovação, procuraremos juntar os players mais relevantes dessa vertical, num programa concertado de ações que visam a cocriação de soluções de inovação para os grandes desafios desses setores", sublinha Rui Coutinho.

Este responsável defende que o "Innovation Ecosystem é uma forma de estar, de pensar e agir", mas lembra que o projeto tem também um espaço físico, onde, além das equipas de inovação corporativa, estão os três grandes ramos deste ecossistema: o Co.Innovation Lab (dedicado a transformar as organizações de forma colaborativa e experimental), o Digital Experience Lab (destinado à gestão de dados) e o Data Lab (dedicado à gestão de dados).

ana.meireles@dn.pt

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