Exclusivo Vizinho francês ansioso pela sucessão de Angela Merkel 

Macron preside ao Conselho da União Europeia a partir de janeiro e precisa de um governo em funções plenas em Berlim para poder dar apoio a reformas.

Uma consequência imediata da saída de cena da chanceler Angela Merkel é a de que Emmanuel Macron passa a ser o homem forte da Europa. Ao presidente francês essa perspetiva será fraco consolo se, todavia, for incapaz de conseguir levar por diante a sua agenda, pelo que o Eliseu é um dos principais interessados no sucesso e rapidez das negociações entre os partidos alemães para se formar um governo.

Para o presidente francês muito se joga nos próximos meses: a partir de 1 de janeiro a França sucede à Eslovénia na presidência do Conselho da UE e em abril os franceses têm a primeira volta das eleições presidenciais (às quais Macron ainda não anunciou ser candidato, embora ninguém acredite noutro cenário). Um dos dossiês que Paris quer dar um impulso decisivo é o da "autonomia estratégica" da União Europeia face aos Estados Unidos, tendo em conta a forma como se desenrolou a saída do Afeganistão e sobretudo o pacto de Austrália, Estados Unidos e Reino Unido para o Indo-Pacífico.

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