Vacinação e impotência sexual. Casa Branca propõe "telefonema educativo" a Nicki Minaj

A Casa Branca ofereceu-se para organizar um telefonema entre Nicki Minaj e um dos seus médicos, informaram vários jornais americanos, depois de a rapper ter afirmado numa publicação no twitter que um amigo de um primo seu ficou impotente após vacinar-se contra a covid-19.

Nicki Minaj revelou esta quarta-feira que foi convidada a comparecer na Casa Branca por conta dos tuítes que fez sobre este alegado caso de um seu conhecido, natural do país natal da rapper, Trinidad e Tobago, e afirmou que aceitou o convite para o encontro. No entanto, um funcionário da Casa Branca disse à imprensa que ofereceu a Minaj apenas um "telefonema com finalidades educativas".

"Assim como fizemos com outras pessoas, oferecemos a Nicki Minaj uma conversa telefónica com um de nossos médicos para responder suas perguntas sobre a segurança e eficácia da vacina", disse o funcionário.

A rapper, que tem mais de 22 milhões de seguidores no twitter, provocou uma tempestade mediática na segunda-feira, quando disse que se recusou a comparecer ao Met Gala - evento de moda que juntou várias celebridades em Nova Iorque esta semana - devido à exigência de só atenderem à festa pessoas vacinadas contra a covid-19. Minaj afirmou que só vai se vacinar quando "pesquisar o suficiente".

Segundo a cantora, um amigo de um primo seu, em Trinidad e Tobago, sofreu uma inflamação dos testículos após ser imunizado e acabou por ficar impotente. A artista acrescentou, no mesmo texto, que esse seu conhecido estava prestes a casar-se, mas a noiva decidiu cancelar o matrimónio devido a esse alegado episódio clínico.

A existência do caso foi refutada pelo ministro da Saúde de Trinidad e Tabago. "Uma das razões pelas quais não respondemos em tempo real a senhorita Minaj é que devíamos verificar se o que dizia era verdadeiro ou falso", disse o ministro Terrence Deyalsingh numa conferência de Imprensa.

"Infelizmente, ontem perdemos muito tempo com essa falsa denúncia", afirmou. Autoridades de saúde britânicas e americanas também rejeitaram as afirmações da artista. Especialistas afirmaram que não há evidências de que as vacinas afetem a fertilidade ou os genitais masculinos.

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