Exclusivo Um ano de altos e baixos da coligação de Sánchez e Iglesias

Num mandato marcado pela pandemia, a coabitação dentro do governo não tem sido fácil, mas o primeiro-ministro espanhol terminou 2020 a dizer que a coligação está para durar.

Longe vão os tempos em que o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, dizia que não poderia dormir caso a aliança Unidas Podemos, de Pablo Iglesias, tivesse lugar no Conselho de Ministros. Um ano depois de o socialista ser oficialmente investido chefe do governo no Congresso, ganhando com uma vantagem de apenas dois votos e o apoio de pequenos partidos nacionalistas, a coligação resiste e diz já ter cumprido quase 25% do programa de governo. Pelo meio, e em plena pandemia, algumas vitórias, como a aprovação do orçamento para 2021 (o primeiro em quatro anos), uma nova lei da educação e até a legalização da eutanásia, mas também tensões entre os dois sócios.

O primeiro acordo de coligação desde o regresso à democracia em Espanha foi assinado dois dias depois das eleições de 10 de novembro de 2019, com Sánchez e Iglesias a parecer desejosos de deixar para trás os meses de negociações infrutíferas que se tinham seguido às eleições de 28 de abril. E tornou-se oficial depois da investidura, a 7 de janeiro de 2020. O socialista, que tinha chegado ao poder a 1 de junho de 2018 após uma moção de censura contra Mariano Rajoy, não queria na altura Iglesias a dividir o protagonismo no governo. Acabou por aceitá-lo como vice-primeiro-ministro e titular da pasta dos Direitos Sociais e da Agenda 2030.

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