Exclusivo Síria destruída pela guerra vai a votos para reforçar Assad

No poder há 21 anos, presidente enfrenta dois adversários que foram aprovados pelo Tribunal Constitucional num escrutínio que não é reconhecido pela comunidade internacional.

São eleições com um vencedor antecipado, mesmo que no boletim de voto haja três candidatos, sendo a única dúvida saber se Bashar al-Assad consegue fazer melhor do que em 2014, quando obteve 88,7% dos votos. Num país destruído por uma década de guerra e uma economia marcada pelas sanções internacionais e onde, segundo as Nações Unidas, mais de 80% da população vive na pobreza, as eleições são só uma forma de o presidente sírio reforçar o poder. E, ao mesmo tempo, lembrar aos que o apoiam desde fora - a Rússia e o Irão - que ele é a única opção.

A campanha de Assad, sob o slogan "esperança pelo trabalho", foca-se na ideia de que ele ganhou a guerra e tem grandes ideias para a reconstrução da Síria. E apresenta-o como o único capaz de lidar com a reconstrução depois do caos de uma década de conflito. Para Nicholas Heras, do Newline Institute em Washington, a campanha tem como alvo não os eleitores, mas os apoiantes internacionais, apresentando o presidente como o único que pode garantir a estabilidade.

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