Shots em troca de vacinas: bares em Los Angeles exigem vacinação

Os bares e discotecas em Los Angeles vão exigir prova de vacinação ou teste negativo à entrada dos estabelecimentos.

Os bares e discotecas em Los Angeles, Califórnia, vão exigir, a partir do próximo mês, que os clientes estejam vacinados contra a covid-19 para poderem entrar nos estabelecimentos, de acordo com nova lei nos Estados Unidos.

Da mesma forma que se exige a verificação da idade à entrada dos clubes noturnos, o comprovativo de vacinação vai ser solicitado, segundo as autoridades de saúde americanas.

Los Angeles junta-se à cidade de Nova Iorque nesta nova regra de prevenção, num país que ainda não adotou totalmente a vacinação.

"Este é um caminho razoável que nos pode levar a sermos capazes de acabar com os surtos", diz Barbara Ferrer, diretora do Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles

As novas diretrizes exigem ainda que qualquer pessoa num evento ao ar livre com mais de 10 mil pessoas esteja vacinada ou que apresente um teste negativo à covid-19. Isto inclui eventos desportivos, como jogos de basebol e futebol americano, e parques temáticos como o caso do Universal Studios Hollywood.

As máscaras, no entanto, já são obrigatórias na maioria dos locais públicos em Los Angeles. São Francisco anunciou também no mês passado que seria necessária uma prova de vacinação para frequentar restaurantes e espaços de entretenimento em recintos fechados, seguindo-se a cidade de Nova Orleães que seguiu o exemplo.

A vacinação e outras estratégias de controlo da pandemia são um tema controverso nos Estados Unidos, que conta com um vasto número de opositores. Ainda que as vacinas sejam gratuitas, seguras e disponíveis em todo o país, apenas 54% americanos estão totalmente inoculados.

Os cientistas alegam que as vacinas são altamente eficazes na prevenção dos efeitos do coronavírus e ajudam a diminuir a transmissão, incluindo da variante Delta que está a propagar-se rapidamente pelos EUA.

As novas medidas acontecem após o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, vencer o referendo convocado pelos opositores republicanos, que apontaram que 66,8% dos californianos (5,5 milhões) apoiaram a continuidade do governador.

A campanha para a destituição de Newsom mobilizou-se desde o final do ano passado depois de o governador ter instaurado medidas drásticas contra a vaga da pandemia do novo coronavírus e que fez da Califórnia o estado com o maior número de mortos por SARS CoV-2 (67 mil óbitos) em todo o país.

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