Seis elefantes mortos por motivos desconhecidos numa reserva do Zimbabué

Especialistas acreditam que os elefantes morreram envenenados por cianeto, técnica usada por vezes pelos caçadores furtivos.

Seis elefantes morreram na semana passada por razões desconhecidas numa reserva florestal do oeste do Zimbabué, disseram esta quarta-feira autoridades locais à agência Efe.

"Uma infeção bacteriana ou outra razão poderá ter matado os elefantes", disse à Efe o porta-voz da Autoridade para os Parques Nacionais e a Vida Selvagem do Zimbabué (Zimparks), Tinashe Farawo.

Os elefantes foram descobertos na semana passada na Reserva Florestal de Ngamo por guardas-florestais do Governo e do Fundo para a Conservação da Vida Selvagem (CWF), uma organização não-governamental de Harare.

"As vítimas eram fêmeas, vários subadultos e um macho", anunciou o CWF na sua página na rede social Facebook.

Os especialistas da organização acreditam que os elefantes morreram envenenados por cianeto, técnica usada por vezes pelos caçadores furtivos, que depois retiram os dentes e comercializam o marfim.

Farawo rejeitou, no entanto, essa teoria, uma vez que os cadáveres ainda tinham os dentes.

Os caçadores furtivos que usam cianeto "esperam e asseguram-se de que podem recolher as presas", assegurou Farawo.

Em 2013, caçadores envenenaram com cianeto mais de 200 elefantes do Parque Nacional de Hwange (oeste), um dos mais conhecidos do país e que alberga cerca de 40.000 exemplares destes animais.

Os caçadores furtivos costumam misturar o cianeto com sal e colocam-no perto de poços de água ou trilhos de elefantes para atrair os paquidermes e matá-los, disse à Efe um especialista em conservação de paquidermes.

Após os elefantes morrerem, os caçadores esperam que os cadáveres se decomponham para arrancar mais facilmente os seus dentes, explicou.

Em 2020, mais de 30 elefantes morreram perto do Parque Nacional de Hwange devido a uma infeção bacteriana, disseram as autoridades do Zimbabué.

O Zimbabué alberga a segunda maior população de elefantes de África, estimada em cerca de 80.000 espécimes.

Segundo a Zimparks, o número de elefantes é tão alto que os animais estão a danificar os seus habitats e os conflitos entre os animais e os agricultores locais são cada vez mais comuns.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG