Rússia suspeita do envolvimento de um Estado estrangeiro nas fugas dos gasodutos Nord Stream

Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, avisou que se trata de uma "situação extremamente perigosa" e pede investigação "urgente".

O governo russo disse que suspeita "do envolvimento" de um Estado estrangeiro nas quatro fugas detetadas nos gasodutos Nord Stream 1 e 2 no mar Báltico, sem mencionar um país em particular.

"É muito difícil imaginar que um ato terrorista deste tipo possa acontecer sem a participação de um Estado", disse à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, pedindo novamente "uma investigação urgente".

"É uma situação extremamente perigosa", repetiu Peskov, depois de a Rússia abrir uma investigação na quarta-feira por "ato de terrorismo internacional".

Questionado sobre a possibilidade de realizar uma investigação internacional com a participação de outros países, o porta-voz do Kremlin afirmou que "muitas questões são levantadas" devido à "falta de comunicação e à relutância de muitos países em contactar" a Rússia, devido à ofensiva na Ucrânia.

Uma quarta fuga foi detetada no Mar Báltico no gasoduto Nord Stream 2 na manhã desta quinta-feira, após a descoberta de outros três no início desta semana.

Por sua vez, a NATO denuncia atos de sabotagem "deliberados, imprudentes e irresponsáveis".

A Rússia, suspeita de perpetrá-los, respondeu na quarta-feira, acusando os Estados Unidos e marcando uma reunião do Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira. Washington denuncia uma nova operação de "desinformação" de Moscovo.

O gás deve continuar a escapar para a atmosfera durante vários dias até que os dois gasodutos, Nord Stream 1 e 2, sejam esvaziados.

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