República Checa vai limitar acesso a restaurantes a vacinados ou recuperados

A partir de segunda-feira, na República Checa, o acesso a bares, restaurantes ou outros serviços como hotéis, passa a ser permitido apenas para vacinados ou recuperados da doença nos últimos seis meses. O principal objetivo é "motivar a população a vacinar-se", disse o ministro da Saúde.

A República Checa, que enfrenta uma nova vaga da pandemia de covid-19, divulgou esta quinta-feira novas medidas para conter o número de casos e vai passar a permitir o acesso a bares ou restaurantes apenas a vacinados ou recuperados.

A partir de segunda-feira, o teste à covid-19 deixa de ser suficiente para o acesso a bares, restaurantes ou outros serviços como hotéis, após o governo checo ter anunciado novas medidas para contar o aumento de casos.

O acesso passa a ser permitido apenas para vacinados ou recuperados da doença nos últimos seis meses, noticia a agência AFP.

"Inspirámo-nos no modelo bávaro, cuja base é que só os vacinados ou recuperados possam ter acesso aos serviços como hotéis ou lugares de sociabilização", explicou, através da rede social Twitter, o primeiro-ministro Andrej Babis.

Também o ministro da Saúde, Adam Vojtech, salientou que o principal objetivo das novas medidas é "motivar a população a vacinar-se".

O Governo da República Checa, que irá sair de funções, reúne-se na sexta-feira para esclarecer as novas regras a serem adotadas, que incluem a manutenção de testagem regular nas escolas e empresas, neste caso para funcionários não vacinados.

Na terça-feira o número de novos casos em 24 horas (22 470) foi o mais alto desde o início da pandemia naquele país que está em plena transição política, após o ANO, de Andrej Babis, ter sido derrotado pela coligação de centro-direita SPOLU nas eleições legislativas de outubro.

O sucessor designado, o conservador Petr Fiala, líder do Partido Cívico Democrático (ODS), será oficialmente nomeado primeiro-ministro pelo Chefe de Estado em 26 de novembro.

Petr Fiala já referiu que a primeira prioridade da coligação no poder será a luta contra a pandemia, que já causou 31 769 mortos naquele país, segundo dados do Ministério da Saúde.

A covid-19 provocou pelo menos 5 122 682 mortes em todo o mundo, entre mais de 254,95 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência AFP.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

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