Relatório sobre origem da pandemia sai provavelmente na próxima semana

Os especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), enviados à China em janeiro para estudar as origens da pandemia do SARS-CoV-2, publicarão o seu relatório "muito provavelmente" na próxima semana, disse esta terça-feira a agência das Nações Unidas.

"O relatório simplesmente não está pronto", disse o porta-voz da OMS Christian Lindmeier, numa conferência de imprensa em Genebra. "O que estamos a perceber dos membros da missão é que o relatório muito provavelmente será divulgado na próxima semana", acrescentou.

A publicação deste relatório, elaborado em conjunto com especialistas chineses, é aguardada com grande expectativa. Inicialmente, a OMS tinha dito que a equipa de especialistas, que permaneceu em Wuhan por quatro semanas, divulgaria rapidamente um relatório preliminar antes do relatório final. Este documento preliminar foi abandonado em fevereiro, mas sem qualquer explicação. Em seguida, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou no dia 5 de março que o relatório seria publicado na semana de 15 de março, prometendo enviá-lo primeiro aos Estados membros "antes da sua publicação".

A OMS foi encarregada, numa resolução adotada em maio de 2020 pelos seus membros, de estudar as origens do SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, em colaboração com especialistas chineses. A seleção dos especialistas demorou muito e os especialistas, reconhecidos pelos seus pares em suas diversas especialidades, só puderam ir à China em janeiro, após longas discussões entre Pequim e a OMS.

"Como sabe, com todos esses relatórios, quanto mais pessoas estão envolvidas, mais pessoas têm uma palavra a dizer", disse Christian Lindmeier. "Precisa de ser finalizado. Eles querem fazer direito e estamos a aguardar o relatório final", insistiu.

Durante uma longa conferência de imprensa em Wuhan, no final da sua missão, os especialistas da OMS expuseram as diferentes hipóteses de trabalho sobre como o vírus que causa a covid-19 passou de animal para animal. Pareciam descartar a hipótese do vírus ter escapado do Instituto de Virologia de Wuhan, como alegou a administração de Donald Trump, considerando-o altamente improvável. Mas o diretor-geral da OMS logo depois retificou a situação, afirmando que "todas as suposições permanecem na mesa" para explicar a origem da pandemia.

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