Reino Unido regista 981 mortes num dia e alarga restrições a mais regiões

O nível elevado de infeções levou o governo britânico a colocar sob confinamento mais regiões do centro, sul e norte da Inglaterra a partir de quinta-feira. Em relação às escolas secundárias, foi decidido adiar o regresso às aulas por uma ou duas semanas, dependendo do ano de escolaridade.

O Reino Unido registou 981 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, mais do dobro que na véspera, e 50 023 infeções, divulgou esta quarta-feira o governo britânico, que decidiu alargar a mais regiões o nível mais alto de restrições.

Na terça-feira tinham sido registadas 414 mortes e um recorde diário de 53 135 novas infeções.

Desde o início da pandemia, foram contabilizadas 72 548 mortes de pessoas infetadas 28 dias após o diagnóstico com a doença, e são 2 432 888 os casos de pessoas contagiadas pelo novo coronavírus no Reino Unido.

O número de infetados hospitalizados chegou a 23 771, mais 1251 do que na véspera e acima dos valores registados no pico anterior da pandemia, na primavera.

O nível elevado de infeções levou o ministro da Saúde, Matt Hancock, a anunciar no parlamento que é necessário colocar sob confinamento mais regiões do centro, sul e norte da Inglaterra a partir de quinta-feira para conter a propagação do vírus.

Cerca de 75% da população passa a estar no nível mais elevado de restrições

Assim, cerca de 75% da população vai passar a estar no nível 4, o mais alto da escala de restrições, que implica o encerramento de bares e restaurantes, salvo se estes venderem para fora, cinemas, teatros e hotéis.

Nessas áreas, os moradores são aconselhados a ficar em casa exceto para comprar comida, trabalhar, estudar ou fazer exercício, a mesma recomendação dada durante os anteriores períodos de confinamento.

Quanto às escolas secundárias, previstas para reabrir na próxima semana, o governo decidiu adiar o regresso às aulas por uma ou duas semanas, dependendo do ano de escolaridade.

A maioria das escolas primárias poderão funcionar normalmente na próxima semana, mas num "pequeno número de áreas" de Inglaterra, onde as taxas de infeção de covid-19 são mais altas, vão continuar temporariamente fechadas.

Reino Unido autoriza o uso da vacina da universidade de Oxford

Esta manhã, o Ministério da Saúde britânico anunciou ter aceitado uma recomendação da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde para autorizar o uso da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca.

O Reino Unido comprou 100 milhões de doses da vacina e planeia começar as injeções dentro de alguns dias.

Cerca de 800 mil pessoas no Reino Unido já receberam uma vacina diferente, produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela empresa alemã BioNTech.

Resultados parciais de estudos em quase 24 000 pessoas na Grã-Bretanha, Brasil e África do Sul sugerem que a vacina Oxford/AstraZeneca é segura e cerca de 70% eficaz na prevenção da infeção por coronavírus, um nível aparentemente inferior a outras vacinas concorrentes.

Porém, o presidente executivo da AstraZeneca, Pascal Soriot, disse recentemente ao jornal Sunday Times que está confiante de que a vacina será tão eficaz quanto as suas rivais.

As vacinas contra o coronavírus são normalmente administradas em duas doses, com uma injeção inicial seguida de um reforço entre três a quatro semanas depois.

Mas o governo britânico mudou a abordagem e disse que vai dar uma dose da AstraZeneca ao maior número possível de pessoas, que se acredita dar um grande grau de proteção contra o vírus, e uma segunda dose 12 semanas depois, mantendo a prioridade dada a pessoas mais vulneráveis e com maior risco.

"O lançamento começará a 4 de janeiro e acelerará verdadeiramente nas primeiras semanas do ano", afirmou o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, à Sky News.

A vacina Oxford-AstraZeneca tem a vantagem de custar menos e ser mais fácil de administrar porque pode ser guardada em frigoríficos normais, em vez das temperaturas muito baixas necessárias para a vacina Pfizer/BioNTech.

A pandemia da doença covid-19 já provocou pelo menos 1.791.033 mortos resultantes de mais de 81,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus (SARS-Cov-2) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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