Exclusivo PSOE vs. Unidas Podemos. Quando a oposição está no próprio governo

O caso da detenção do rapper Pablo Hasél foi o último a chamar a atenção para a divisão dentro da coligação. Nesta semana, pela primeira vez, os dois partidos votaram de forma diferente em duas ocasiões no Congresso.

"É muito simples. Não podem ser oposição e governo. Têm de escolher." A frase terá sido dita, em finais de janeiro, pela porta-voz da bancada socialista no Congresso espanhol, Adriana Lastra, num encontro com deputados da Unidas Podemos. As divisões entre os dois partidos que fazem parte da coligação do governo têm sido constantes, a começar pela posição em relação à monarquia, mas acentuaram-se no último mês e ganharam nova frente de batalha nesta semana, com o caso da detenção do rapper Pablo Hasél. Até quando conseguirá a coligação aguentar?

"A violência é um ataque à democracia. Consequentemente, o governo da Espanha confrontará qualquer tipo de violência", afirmou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, na sexta-feira. O líder socialista rompia assim o silêncio em relação aos protestos contra a detenção do rapper condenado a nove meses de prisão por glorificação do terrorismo, além de críticas à monarquia e às forças policiais que, desde terça-feira, têm terminado em violência. "Numa democracia plena, e a democracia espanhola é uma democracia plena, é inadmissível o uso de qualquer violência", insistiu.

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