Navalny diz que enfrenta novas acusações e poderá cumprir até 30 anos de prisão

Político de oposição ao Kremlin diz que foi alvo de novas acusações de terrorismo e extremismo.

O político de oposição ao Kremlin que se encontra preso, Alexei Navalny, disse esta quinta-feira que recebeu novas acusações de terrorismo e extremismo que, segundo o próprio, podem deixá-lo atrás das grades durante um máximo de 30 anos.

"Recebi uma notificação oficial de que um novo processo criminal foi iniciado contra mim" por propagar o extremismo, apelar ao terrorismo, financiar atividades extremistas e reabilitar o nazismo, afirmou Navalny.

"Os advogados calcularam que, levando em conta os termos dessas leis, eu poderei ficar aqui até 30 anos", acrescentou o ativista, que ainda assim se mostrou bem-humorado no Twitter. "Sou um génio do submundo. O professor Moriarty não é se compara a mim", afirmou, comparando-se ao inimigo de Sherlock Holmes.

"Todos vocês pensavam que eu estava isolado na prisão durante dois anos, mas acontece que eu estava a cometer crimes ativamente. Por sorte, o Comité de Investigação estava vigilante e não perdeu nada", prosseguiu, sarcástrico.

Navalny é reconhecido como um dos principais opositores do Presidente russo, Vladimir Putin.

Em 10 de junho de 2021, o sistema de justiça russo proibiu várias organizações associadas a Navalny, incluindo o seu movimento político, o Fundo Anticorrupção (FBK) e o Fundo para a Proteção dos Direitos dos Cidadãos (FZPG), declarando-os "extremistas".

O próprio ​​​​​​​Navalny decidiu, em 29 de abril desse ano, antecipar a decisão judicial e dissolver a rede de gabinetes para proteger os seus colaboradores de processos criminais.

Navalny sofreu na Rússia em 2020 um grave envenenamento pelo qual responsabiliza o Kremlin.

Em janeiro de 2021, e após um período de convalescença na Alemanha, Navalny regressou à Rússia e seria imediatamente detido.

No início deste ano, Navalny foi condenado a nove anos de prisão sob acusações de fraude e de desobediência ao tribunal, segundo o próprio, por motivos políticos.

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