Morreu na Índia o primeiro doente de monkeypox na Ásia

Esta morte regista-se poucos dias depois de se terem registados duas vítimas: uma no Brasil e outra em Espanha.

As autoridades indianas relataram esta segunda-feira a primeira possível morte por monkeypox na Ásia. A vítima é um homem que regressou recentemente dos Emirados Árabes Unidos.

O Ministério da Saúde do estado de Kerala disse que os testes no jovem de 22 anos, que morreu a 30 de julho, "mostraram que tinha varíola". Trata-se da terceira morte relacionada com a varíola fora da África.

A Espanha anunciou no sábado a segunda morte de uma pessoa por infeção com monkeypox. De acordo com o Ministério da Saúde, 4298 pessoas em Espanha foram infetadas com monkeypox, tornando a Espanha um dos países mais atingidos do mundo.

Este anúncio em Espanha surgiu depois de o Brasil também ter anunciado a primeira morte relacionada com a doença. Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, a vítima era um homem que tinha imunidade baixa e morava no estado de Minas Gerais.

Mais de 18 000 casos de Monkeypox foram detetados em todo o mundo desde o início de maio passado, fora das áreas endémicas de África. Segundo a OMS, a doença foi relatada em 78 países até agora e 70% dos casos estão concentrados na Europa e 25% nas Américas.

A doença, que tem o nome do vírus, foi identificada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo, depois de o vírus ter sido detetado em 1958 no seguimento de dois surtos de uma doença semelhante à varíola que ocorreram em colónias de macacos mantidos em cativeiro para investigação - daí o nome "Monkeypox" ("monkey" significa macaco e "pox" varíola).

A Organização Mundial da Saúde já declarou o surto como uma emergência de saúde global, o nível de alerta mais alto. A maioria das infeções ocorre na Europa, onde 70% dos novos casos foram detetados desde o início de maio, segundo o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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