Marcelo: "Todo o país tem-se mobilizado para criar condições para o acolhimento de refugiados"

Presidente da República não quis adiantar pormenores sobre o envio de armamento para a Ucrânia, destacando que "Portugal, na hora da verdade, disse 'presente!'".

Marcelo Rebelo de Sousa saudou esta quarta-feira a mobilização do Governo central, das autarquias e de outras entidades no acolhimento aos refugiados ucranianos em Portugal.

"Todo o país tem-se mobilizado para criar condições para o acolhimento de refugiados ucranianos", elogiou o Presidente da República, que não quis adiantar pormenores sobre o envio de armamento para a Ucrânia, destacando que "Portugal, na hora da verdade, disse 'presente!'".

Relativamente a eventuais sanções adicionais por parte de Portugal à Rússia, Marcelo disse que não tinha de se "pronunciar sobre essa matéria". "O Governo conduz a política externa. Portugal tem tomado as decisões que considera adequadas, mas sempre em conjunto com a União Europeia e países não europeus. Não pode ser cada um para seu lado", explicou.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 660 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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