Mali. Forças francesas capturam importante líder do grupo Estado Islâmico

O extremista islâmico era considerado responsável por um grande número de abusos contra populações no Mali e no Burkina Faso.

Um importante líder do Estado Islâmico (EI) no Mali foi capturado por soldados franceses numa zona de fronteira, disse esta quarta-feira o Estado-Maior francês à agência de notícias France-Presse (AFP).

"Na noite de 11 para 12 de junho de 2022, uma operação da força Barkhane (...) levou à captura de Oumeya Ould Albakaye, um membro importante do Estado Islâmico no Grande Saara [EIGS]", declarou a mesma fonte.

O 'jihadista', "que foi considerado para suceder ao ex-emir" Adnan Abu Walid al-Sahrawi morto pelos franceses em agosto de 2021 , "tinha habilidades no manuseio de explosivos", declarou na terça-feira à noite uma fonte de segurança à AFP.

Albakaye era o líder do EIGS em Gourma, no Mali, e em Oudalan, no norte de Burkina Faso, segundo o Estado-Maior francês.

"[Albakaye] organizou vários ataques contra diversas bases militares no Mali, incluindo a de Gao. Liderou redes para a implementação de dispositivos explosivos improvisados", sublinhou o Estado-Maior francês.

O extremista islâmico era considerado responsável por um grande número de abusos contra populações no Mali e no Burkina Faso.

A França está a caminho de completar a sua retirada militar do Mali após nove anos de operações. Esta saída foi causada, principalmente, pelas ações da junta militar no poder desde agosto de 2020 no Mali.

A deterioração das relações entre Paris e Bamako agravaram-se nos últimos meses devido à utilização pela junta militar de instrutores russos, mercenários da empresa russa Wagner, que têm ações controversas em África e em outros lugares, segundo a França e os seus aliados.

O rebelde capturado "visava diretamente os eixos de circulação utilizados pela força Barkhane para liderar a sua reestruturação fora do Mali", explicou o Exército francês.

A força 'antijihadista' Barkhane manterá o detido por alguns dias para "uma fase de entrevistas" antes de ser transferido para as autoridades malianas, segundo o Estado-Maior francês.

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