Exclusivo Jordi Cuixart. "O principal objetivo da repressão é dividir os que lutam"

Presidente da Òmnium Cultural, condenado a nove anos por sedição, respondeu por escrito ao DN desde a prisão de Lledoners, na semana em que foi alcançado um acordo de governo na Catalunha.

Pela primeira vez, os independentistas catalães conseguiram mais de 50% dos votos. Mas o acordo de governo só foi alcançado três meses depois das eleições, a dez dias da data limite. Qual é a sua opinião sobre este acordo?
A Òmnium Cultural é a principal entidade cívico-cultural do país, não nos corresponde definir os tempos da legislatura nem da formação de governo. Mas pedimos que se respeite o mandato das urnas. Que se responda às exigências de 80% da sociedade catalã que quer pôr fim à repressão e exercer o direito à autodeterminação, assim como enfrentar a crise sanitária, social e económica sem precedentes.

A relação entre a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e o Junts per Catalunya já não era boa no anterior governo. Como foi tão difícil chegar a um acordo, acha que é a legislatura vai durar?
O principal objetivo da repressão é dividir os que lutam. Prisão, exílio e mais de 3300 pessoas alvo de represálias dificulta fazer política ou ativismo com normalidade. Defendemos a transversalidade do movimento e temos consciência que é uma das suas principais forças. Defendemos a soberania dos deputados do Parlamento da Catalunha, eleitos democraticamente diante de uns poderes do Estado que se dedicam a proibir sistematicamente leis aprovadas de caráter social para melhorar a vida dos cidadãos. A situação é grave e confiamos que a classe política catalã saberá escutar a voz da cidadania, nós continuaremos a pressionar nas ruas.

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