Irão promete vingar general Soleimani se Trump e Pompeo não forem julgados

O general Qassem Soleimani foi morto em 2020, num ataque com drone norte-americano. O governo do Irão declara Donald Trump e Mike Pompeo culpados do assassinato.

O presidente do Irão, Ebrahim Raissi, prometeu esta segunda-feira que a morte do general iraniano Qassem Soleimani será vingada por muçulmanos se o ex-presidente norte-americano Donald Trump e o antigo secretário de Estado Mike Pompeo não enfrentarem a justiça.

"Trump, Pompeo e os seus cúmplices devem ser julgados pelo crime do assassinato do general Qassem Soleimani", disse Ebrahim Raissi na mesquita principal de Teerão, durante uma cerimónia de homenagem ao antigo comandante da força de elite dos Guardas da Revolução iranianos.

"A umma (comunidade islâmica) vingará Soleimani se Trump e Pompeo não enfrentarem a justiça", advertiu o Presidente do Irão perante milhares de pessoas, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O general Qassem Soleimani foi morto há precisamente dois anos, no dia 3 de janeiro de 2020, perto do aeroporto de Bagdade, num ataque com drone (avião não tripulado) norte-americano.

Nos últimos dias, cidades como Teerão têm exibido nas ruas cartazes em homenagem ao antigo oficial militar, que o regime descreve como "herói", "mártir", "ativista social", "ativista das alterações climáticas" e "diplomata".

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, prometeu que os Estados Unidos e em particular Trump pagarão pela morte de Soleimani.

"Os assassinos da mártir Soleimani como Trump vão pagar pelo seu crime", escreveu Khamenei na sua conta na rede social Twitter, sem explicar como.

"O mártir Soleimani é mais perigoso para os seus inimigos do que o general Soleimani", acrescentou Khamenei.

O aniversário da morte de Soleimani ocorre no meio de conversações em Viena para salvar o acordo nuclear de 2015, que o Irão assinou com a Alemanha, a França, o Reino Unido, a China, a Rússia e os Estados Unidos.

O acordo limitou o programa nuclear do Irão em troca do levantamento de sanções internacionais, mas Washington abandonou-o em 2018, por decisão de Trump, e impôs novas medidas punitivas contra o regime iraniano.

Em resposta, Teerão começou a ultrapassar os limites impostos ao seu programa atómico.

As conversações de Viena entre os ainda signatários do acordo (os Estados Unidos participam indiretamente), visam o regresso de Washington ao pacto e o cumprimento por parte de Teerão das suas obrigações no mesmo.

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