Exclusivo G8 de 2001,  a cimeira que liquidou o movimento contra a globalização 

Há 20 anos, os movimentos sociais acreditavam que "outro mundo era possível" e encheram as ruas de Génova para se manifestarem contra os líderes mundiais. A violência policial marcou o encontro.

Fidel Castro dedicou um discurso ao encontro dos líderes dos oito países mais industrializados (G8), que ia decorrer nas horas seguintes, em julho de 2001, em Génova. O líder cubano não perdeu a oportunidade para dizer que Silvio Berlusconi (Itália), Jacques Chirac (França), Gerhard Schröder (Alemanha), Vladimir Putin (Rússia), Tony Blair (Reino Unido), George W. Bush (EUA), Jean Chrétien (Canadá) e Romano Prodi (União Europeia) estavam "cada vez mais encurralados, no sentido moral e no sentido político". Enquanto os músicos Bono Vox, Bob Geldof e Jovanotti apelavam para que os líderes perdoassem a dívida dos países mais pobres, antes de atuar em Génova Manu Chao desafiava 100 mil espectadores em Milão a participarem nos protestos de forma a "afundar" o G8 naquela cidade portuária.

Entre 200 e 300 mil pessoas, o equivalente de um terço a metade da população genovesa, oriundos um pouco de toda a Itália e Europa, entraram na cidade para se manifestarem contra o encontro, numa altura em que o movimento antiglobalização atingia o seu auge, alimentado pelo Fórum Social de Porto Alegre, que se realizara pela primeira vez meio ano antes, e pelos protestos contra a reunião intergovernamental da Organização Mundial do Comércio, dois anos antes, nos Estados Unidos, que ficaram conhecidos como a "Batalha de Seattle".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG