Exclusivo Formação de governo alemão envolve quase 300 dirigentes

Trabalho de equipa para delinear as políticas da coligação está dividido em 22 grupos. Terá de dar resposta ao compromisso de investir sem aumento de impostos nem de dívida.

Já não falta tudo, só o essencial. Depois de sociais-democratas, verdes e liberais se terem comprometido em avançar para uma inédita coligação ao nível federal, ao assinarem um documento de dez pontos na sexta-feira passada, pondo termo às conversas exploratórias, começaram ontem as negociações formais, com o objetivo de formar governo na semana de 6 de dezembro. É um passo um pouco mais ambicioso depois de Olaf Scholz, o provável futuro chanceler, ter apontado para antes do Natal. Caso o calendário seja cumprido, Angela Merkel deixará a chefia do governo 16 anos depois e à beira de bater o recorde de longevidade de Helmut Kohl.

"A calendarização é ambiciosa. A Alemanha precisa de ter um governo estável o mais depressa possível", comentou o secretário-geral dos liberais (FDP), Volker Wissing, na conferência de imprensa que precedeu o início das conversações formais da coligação com o SPD e os Verdes. Em 2017, as negociações arrastaram-se por seis meses e, por fim, levaram à reedição da grande coligação CDU-SPD que nenhuma das partes desejava.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG