Forças militares ucranianas em alerta por visita de Guterres e Erdogan a Lviv

Secretário-geral das Nações Unidas está na Ucrânia e deverá reunir-se com os presidentes da Ucrânia e da Turquia.

As autoridades ucranianas estão em alerta por causa de possíveis ataques russos durante a visita do secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou esta quinta-feira o porta-voz dos serviços de informação militar, Andriy Yusov.

O responsável declarou à televisão ucraniana que serão tomadas todas as medidas necessárias para o encontro entre Guterres e os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que se realiza na cidade de Lviv.

Yusov invocou "provocações, bombardeamentos de artilharia e ataques aéreos" russos durante outras visitas de líderes à Ucrânia, bem como a anterior passagem de António Guterres por Kiev.

Afirmou que os serviços de informações militares se preparam para "diferentes cenários" que poderão ocorrer durante a visita de Erdogan e Guterres, saudando ambos por darem o que considera ser um sinal de apoio à Ucrânia e por não terem medo de ataques russos.

António Guterres chegou na quarta-feira a Lviv e deverá reunir-se com Zelensky e Erdogan no palácio de Potocki, no centro da cidade, depois de os dois chefes de Estado terem uma reunião bilateral no mesmo local.

Já hoje, durante a visita à Universidade de Lviv, Guterres destacou o papel da sociedade civil e da academia no desenvolvimento das democracias modernas.

O secretário-geral da ONU terá ainda à espera uma concentração em apoio dos prisioneiros de guerra ucranianos que se renderam às forças russas em Mariupol, no sul da Ucrânia.

Familiares desses presos de guerra vão pedir a Guterres e a Erdogan para que ajudem a garantir a sua segurança em cativeiro na Rússia ou em territórios controlados por Moscovo.

Pelo menos 11 mortos em bombardeamento russo na região de Kharkiv

Entretanto, pelo menos 11 pessoas morreram, incluindo três crianças, e outras 35 ficaram feridas devido aos bombardeamentos russos na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, declararam hoje as autoridades ucranianas.

Nove das mortes ocorreram na capital, Kharkiv, e outras duas na cidade de Krasnograd, informou Oleh , chefe da Administração Militar regional ucraniana, sublinhando que três dos mortos são crianças.

"A noite passada foi uma das mais trágicas para a província de Kharkiv desde o início da guerra", afirmou Synegubov na rede social Telegram, acrescentando que os "terroristas russos atacaram novamente áreas residenciais pacíficas".

Segundo esta fonte, um míssil russo, provavelmente do tipo "Iskander", atingiu um edifício de três andares no distrito de Saltiv e destruiu-o por completo. Sete pessoas morreram sob os escombros e 17 ficaram feridas, incluindo um rapaz de 11 anos.

Outro míssil atingiu um prédio de quatro andares no distrito de Slobid, disse Synegubov, observando que os esforços de resgate ainda continuam e, até ao momento, duas pessoas morreram e 18 ficaram feridas, incluindo duas crianças.

O chefe da administração militar acrescentou que por volta das 04:00, horário local (02:00 em Lisboa) também houve um ataque à cidade de Krasnograd, cerca de 100 quilómetros ao sul de Kharkiv.

Nesse ataque, uma dúzia de edifícios foram danificados e dois civis foram mortos, enquanto outros dois ficaram feridos, disse Synegubov.

O oficial militar acrescentou que as tentativas do inimigo de tomar posições ucranianas até agora não tiveram sucesso e terminaram em retiradas, então a Rússia está agora a se concentrar em bombardear as forças ucranianas com artilharia e múltiplos sistemas de lançamento de foguetes.

Notícia atualizada às 11:08

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