EUA faz ataque aéreo contra jihadistas na Somália

Desde o início do mandato de Trump que os ataques com recurso a drones se multiplicaram, passando de 11 bombardeamentos na Somália em 2015 para 64 em 2019 e 54 em 2020, segundo a organização Airwars.

Os militares dos Estados Unidos realizaram na terça-feira um ataque aéreo contra jihadistas do Shebab, filiados da Al-Qaeda, na Somália, o primeiro desde que o Presidente Joe Biden tomou posse, revelou o Pentágono.

O Comando Militar Norte-Americano para África (AFRICOM) "realizou hoje um ataque aéreo nas proximidades de Galkayo", 700 quilómetros a nordeste de Mogadíscio, revelou à agência AFP a porta-voz do Pentágono, Cindy King.

Este ataque teve como alvo os jihadistas do Shebab e o resultado da operação está ainda a ser avaliado, acrescentou.

"As conclusões iniciais do comando são de que nenhum civil foi ferido ou morto por este ataque", atirou.

Este é o primeiro ataque aéreo realizado pelo exército dos Estados Unidos na Somália desde 19 de janeiro, quando o AFRICOM anunciou que tinha matado três jihadistas do Shebab em dois ataques.

Após tomar posse na Casa Branca no dia seguinte, Joe Biden limitou o uso de drones contra grupos jihadistas fora dos teatros de guerra onde os norte-americanos estão oficialmente envolvidos, revertendo uma política do seu antecessor, Donald Trump, que tinha dado carta branca aos militares em países como Somália ou Líbia.

Em março, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, tinha referido que qualquer ataque planeado contra grupos jihadistas fora do Afeganistão, Síria e Iraque passava a ser submetido à Casa Branca antes de ser executado.

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, tinha desde o início do seu mandato, em 2016, diminuído o controlo que o antecessor, Barack Obama, exercia sobre as operações armadas, defendendo que confiava nos seus generais.

Desde então os ataques com recurso a drones multiplicaram-se, passando de 11 bombardeamentos na Somália, em 2015, para 64 em 2019 e 54 em 2020, segundo a organização Airwars.

Pouco antes da sua saída do poder, Trump ordenou a retirada de cerca de 700 soldados das forças especiais que tinham sido destacados para a Somália com o objetivo de treinar e aconselhar o exército daquele país.

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