Governador da Califórnia ganha referendo para o destituir

O democrata Gavin Newsom reuniu o apoio de 66,8% dos californianos, segundo dados preliminares do referendo promovido pelos republicanos que visava a sua destituição

O governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, venceu o referendo convocado pelos opositores republicanos, de acordo com os primeiro dados preliminares, que apontam que 66,8% dos californianos (5,5 milhões) apoiaram a continuidade do governador.

De acordo com os mesmos dados 33,2% dos eleitores (2,7 milhões) votaram pela destituição.

Apesar da nova recontagem presencial dos votos poder reduzir a margem, o resultado final não vai alterar-se.

Na terça-feira, o ex-presidente Donald Trump acusou os democratas de fraude eleitoral antes do encerramento das urnas.

Os republicanos precisavam de mais de 50% dos votos para conseguirem a destituição do governador do Estado abrindo, nesse caso, a possibilidade de eleger um substituto através de uma maioria simples entre os 46 candidatos que se apresentaram.

Larry Elder, comentador político e autor de um programa de rádio, liderava a lista dos opositores contra o governador democrata.

A campanha para a destituição de Newsom mobilizou-se desde o final do ano passado depois de o governador ter instaurado medidas drásticas contra a vaga da pandemia do novo coronavírus e que fez da Califórnia o estado com o maior número de mortos por SARS CoV-2 (67 mil óbitos) em todo o país.

Na altura em que se encontravam em vigor as medidas contra a propagação do novo coronavírus surgiu um escândalo que teve origem na divulgação de fotografias de Newsom a jantar num restaurante de luxo, não respeitando as medidas que tinha ordenado.

A Califórnia é tradicionalmente um Estado democrata e as sondagens foram sempre favoráveis a Newsom.

Mesmo assim, as margens foram diminuindo levando o Partido Democrata a mobilizar todos os meios, com o Presidente Joe Biden a participar na fase final da campanha.

Os resultados do referendo na Califórnia são conhecidos na mesma altura em que o jornal Washington Post publica excertos do livro do general Mark Milley sobre os últimos dias da presidência de Donald Trump.

O mais alto oficial do Pentágono refere-se nomeadamente ao "estado mental" Donald Trump durante os últimos dias do mandato como chefe de Estado, levando Mark Milley a tomar medidas para "evitar uma guerra contra a República Popular da China".

De acordo com os jornalistas Bob Woodward e Robert Costa do Washington Post, o chefe do Estado Maior do Exército norte-americano (Mark Milley) telefonou ao homólogo chinês para o assegurar que os os Estados Unidos não iriam atacar a República Popular da China.

Segundo extratos do polémico livro publicados na edição digital do Washington Post e que estão a ser divulgados hoje pela CNN, o general Milley fez com que os próprios adjuntos prometessem não respeitar "ordens extremas" de Donald Trump, nomeadamente o uso de armamento nuclear.

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