Ebrahim Raissi tomou posse como presidente do Irão

Ex-chefe da Autoridade Judicial, de 60 anos, inicia oficialmente o mandato de quatro anos depois da eleição ter sido aprovada pelo Líder Supremo Ali Khamenei.

O ultraconservador Ebrahim Raissi tomou posse esta terça-feira como presidente do Irão, um país afetado pela crise da economia atingida pelas sanções dos Estados Unidos e pela pandemia de SARS CoV-2.

Raissi que venceu as eleições presidenciais de junho - marcadas por uma forte abstenção - sucede ao moderado Hassan Rohani que em 2015 concluiu um acordo sobre a energia nuclear iraniana com as grandes potências, após vários anos de tensões sobre a matéria.

Ex-chefe da Autoridade Judicial, Raissi, 60 anos, inicia oficialmente o mandato de quatro anos depois da eleição ter sido aprovada pelo Líder Supremo Ali Khamenei.

"De acordo com a escolha do povo, aprovo o homem sábio, incansável, experiente e popular Ebrahim Raissi como presidente da República Islâmica do Irão", escreveu o aiatola num decreto lido pelo chefe de gabinete.

Ali Khamenei deve pronunciar-se ainda esta terça-feira após uma declaração do novo presidente, durante uma cerimónia para a qual, devido à pandemia de covid-19, foi convidado um número limitado de personalidades.

Na quinta-feira, Raissi presta juramento perante o parlamento, altura em que deve apresentar os candidatos a ministros do novo Executivo.

Nos últimos anos, as sanções estabelecidas por Washington afetaram a economia iraniana, incluindo a suspensão das exportações de petróleo.

Em 2017, 2018 e depois em 2019, ocorreram várias manifestações no país, em contexto de descontentamento social ligado à situação económica.

No passado mês de julho, residentes da província do Kuzistão (sudoeste) manifestaram-se contra a escassez de água.

A crise económica foi agravada pela pandemia de covid-19: o Irão país é o mais atingido pela pandemia no Médio Oriente.

Por outro lugar, o aiatola Khamenei disse na semana passada que não se pode confiar no ocidente referindo-se às negociações do tratado internacional sobre a energia nuclear.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que está pronto para voltar ao acordo de 2015, envolvendo-se em negociações indiretas com o Irão nas negociações de Viena com os outros países que fazem parte do tratado: República Popular da China, França, Alemanha, Rússia e Reino Unido.

Entretanto um novo incidente marca as tensões com o ocidente: Washington e Londres se juntaram-se a Israel para acusar o Irão de responsabilidade num ataque contra um petroleiro de um multimilionário israelita que provocou dois mortos no passado dia 29 de julho.

Os Estados Unidos ameaçaram responder com "uma resposta apropriada".

O Irão nega qualquer envolvimento, alertando que vai responder a qualquer tipo de "aventureirismo".

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