Exclusivo Chile reescreveu Constituição, mas enfrenta dificuldades para a aprovar

Texto final, escrito ao longo de um ano pela Assembleia Constituinte, foi entregue na semana passada ao presidente Boric. Já começou campanha para o referendo a 4 de setembro.

Só passou uma semana desde que a proposta de nova Constituição do Chile chegou às mãos do presidente Gabriel Boric e o referendo onde os chilenos decidem se a aprovam, ou não, é só dentro de dois meses. Mas, se o plebiscito fosse hoje, 55,7% dos eleitores diria que "não" ao texto que demorou um ano a escrever e que visa substituir o que ainda remonta aos tempos da ditadura de Augusto Pinochet. O que diz afinal a nova Carta Magna e o que poderá acontecer se não for aprovada?

O processo para reescrever a Constituição foi desencadeado pela onda de protestos de 2019. O que começou como uma manifestação contra o aumento do preço dos transportes públicos, tornou-se num grito de revolta contra as desigualdades sociais no país, causadas pelo modelo económico neoliberal herdado de Pinochet, que favorece a privatização de serviços básicos. Em resposta, foi convocado um referendo para que os chilenos pudessem dizer se queriam ou não um processo constituinte: em outubro de 2020, 78% dos eleitores que votaram (apenas cerca de 50%) disseram que "sim".

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