Biden fala em "década decisiva" e rejeita procurar uma nova Guerra Fria

No primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas enquanto presidente, Biden prometeu trabalhar com os aliados.

O presidente norte-americano, Joe Biden, defendeu que esta é uma "década decisiva para o nosso mundo", citando o caso da pandemia de covid-19 ou as alterações climáticas, na sua estreia a discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Referindo-se à retirada do Afeganistão e ao fim de "20 anos de conflito", Biden disse que ao fechar o período de "guerra implacável" está a abrir uma nova era de "diplomacia implacável".

E numa referência à China, mas sem a mencionar diretamente, disse que os EUA não procuram "uma nova Guerra Fria ou um mundo dividido em blocos regionais" e que estão "prontos para trabalhar com qualquer país que procure uma resolução pacífica para desafios partilhados, mesmo tendo divergências intensas em outras áreas".

Biden falou ainda do nuclear iraniano e defendeu que os EUA vão regressar ao acordo se o Irão fizer o mesmo.

O presidente norte-americano defendeu que a "segurança, prosperidade e liberdades" de todos "estão interconectadas". "Por isso, temos que trabalhar juntos como nunca antes", disse.

Biden disse que nos últimos meses deu prioridade a revitalizar as alianças dos EUA, desde a NATO até à União Europeia, passando pela aliança com o Japão, a Índia e a Austrália.

"Os EUA vão continuar a defender-se e aos seus aliados e os nossos interesses contra ataques, incluindo ameaças terroristas, e estamos preparados para usar a força se for necessário", defendeu Biden.

Contudo, lembrou, a missão deve ser "clara e alcançável" e sempre que possível em parceria com os seus aliados. "O poder militar dos EUA deve ser a nossa última ferramenta, não a primeira e não deve ser usada como a resposta para todos os problemas que vemos em redor do mundo", alegou.

"As bombas e as balas não podem defender contra a covid-19 ou as suas futuras variantes. Para lutar contra esta pandemia, precisamos de um ato coletivo de ciência e vontade política. Precisamos de agir agora para ter as vacinas nos braços das pessoas o mais rapidamente possível", disse Biden.

O presidente norte-americano falou da "grande dor" da pandemia e lamentou os mais de 4,5 milhões de mortos que esta causou em todas as nações.

Em relação ao aquecimento climático, Biden anunciou que os EUA vão "duplicar" a sua contribuição para o fundo do clima, de forma a ajudar a alcançar o objetivo de mobilizar cem mil milhões de dólares para ações em países em desenvolvimento.

"Isto tornará os EUA num líder em finanças públicas para o clima", disse o presidente norte-americano, dizendo ir trabalhar com o Congresso para alcançar esse objetivo.

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